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Foco das EFPCs deve ser o longo prazo _ Giancarlo Germany

Giancarlo Germany, diretor executivo da consultoria atuarial Mirador
Giancarlo Germany, diretor executivo da consultoria atuarial Mirador

Edição 374

Vou iniciar esse texto com algumas informações bem conhecidas no segmento previdenciário, de que os Fundos de pensão desempenham um papel fundamental na segurança financeira de milhões de pessoas, garantindo que, ao se aposentarem, tenham uma renda complementar. E, para cumprir com essa missão, os recursos que vão sendo acumulados pelos participantes (em conjunto com os patrocinadores/empregadores) são investidos pelos Fundos de Pensão em diversos ativos financeiros, adotando estratégias que visam o cresci

Mercados e verdades absolutas _ Marcel Andrade

Marcel Andrade, head de Investment Solutions da SulAmérica Investimentos
Marcel Andrade, head de Investment Solutions da SulAmérica Investimentos

Edição 374

Todos os anos, investidores institucionais buscam encontrar a melhor classe de ativo para alocar recursos dos participantes, visando obter retornos superiores para a sua carteira de investimentos. De forma geral, essa alocação se baseia em expectativas de retornos que se utilizam de premissas de investimentos, que, por sua vez, em grande parte, consideram performances históricas e verdades absolutas de mercado para o ano seguinte. 2024 foi um bom exemplo disso – o ano começou com a crença majoritária que o

2025: o ano da dominância política _ Ragnar Chaves

Ragnar Chaves, economista da Icatu Vanguarda
Ragnar Chaves, economista da Icatu Vanguarda

Edição 373

No dia 18 de setembro de 2024, motivado pela confiança no processo de desinflação, o banco central norte-americano (Fed) decidiu iniciar a redução do grau de restrição da política monetária, diminuindo a taxa básica de juros (Fed Funds) em 100 pontos-base ao longo das últimas três reuniões do ano. Desde então, os vértices mais longos da curva de juros apresentaram alta relevante, movimento incomum em períodos de redução da taxa básica de juros.
Nas últimas décadas, a leitura da política monetária como

IN do TCU traz mudanças profundas _ Thiago C. Araújo

Thiago C. Araújo, professor da EPGE/FGV, procurador do estado Rio de Janeiro e sócio do escritório Bocater, Advogados
Thiago C. Araújo, professor da EPGE/FGV, procurador do estado Rio de Janeiro e sócio do escritório Bocater, Advogados

Edição 372

A última sessão do Plenário do Tribunal de Contas da União (TCU) foi marcada pela eleição do novo presidente, o ministro Vital do Rêgo, e também, por uma expectativa. Esperava-se a deliberação de proposta de Instrução Normativa (IN) que redefiniria os contornos para o exercício do controle do Tribunal sobre as negociações de valores mobiliários e origens de déficits atuariais nos fundos de pensão com patrocinadores estatais federais.
A expectativa se justifica porque o modelo de controle por parte do

Desafios da política de investimentos das EFPCs _ Carlos Alberto Zachert

Carlos Alberto Zachert, consultor de fusões e aquisições e ex-diretor de investimentos do Postalis
Carlos Alberto Zachert, consultor de fusões e aquisições e ex-diretor de investimentos do Postalis

Edição 372

A elaboração da política de investimentos, realizada anualmente, representa um grande desafio para os fundos de pensão, especialmente para aqueles que operam com planos de benefício definido, que, na maioria dos casos, já se encontram na fase de concessão de benefícios. Neste ano, as dificuldades enfrentadas são ainda mais intensas em virtude da conjuntura política e econômica que se apresenta tanto no cenário internacional quanto no nacional.
Atualmente, o panorama global é marcado por uma complexida

Passivo a mercado cria distorções _ Sérgio Brito Clark

Sérgio Brito Clark, diretor de Administração e Investimentos da Capef
Sérgio Brito Clark, diretor de Administração e Investimentos da Capef

Edição 371

No contexto da crescente educação financeira no Brasil e da busca por alternativas à previdência pública (INSS), a previdência complementar, especialmente as Entidades Fechadas de Previdência Complementar (EFPC), tem se tornado fundamental para garantir uma aposentadoria segura. As EFPCs são responsáveis por cerca de 95% dos pagamentos de aposentadorias nos últimos dez anos, conforme relatado pelo Ministério da Previdência Social. Embora perceba-se uma evolução do conhecimento sobre os produtos de investim

Investimentos para participantes longevos _ Marco Aurelio Viana e Alexandre Miguel

Marco Aurelio Viana, diretor de Seguridade da Petros
Marco Aurelio Viana, diretor de Seguridade da Petros

Edição 371

A gestão dos investimentos de entidades fechadas de previdência complementar precisa ter foco no longo prazo, avaliando cenários e tendências, para buscar a melhor rentabilidade dos ativos, no menor risco possível, e cumprir seu objetivo de pagar benefícios em dia e de forma eficiente aos seus participantes. E essa missão tem se tornando cada vez mais desafiadora. Como é amplamente sabido, a longevidade do brasileiro vem aumentando a passos largos. Segundo dados do IBGE, em quatro décadas, saltou de 57 ano

O fomento da previdência fechada _ Arnaldo Lima

Arnaldo Lima, economista e Relações com Investidores da Polo Capital
Arnaldo Lima, economista e Relações com Investidores da Polo Capital

Edição 370

A Previdência é um tema apaixonante, pois abrange todas as funções do setor público na economia: estabilização macroeconômica, eficiência alocativa e distribuição de renda. Nesse contexto, todos os governantes precisam se debruçar sobre os desafios financeiros e atuariais da Previdência, pois tais despesas ocupam parte relevante do orçamento público, o que torna o regime previdenciário a maior referência para o custo de oportunidade de alocar recursos em outras políticas públicas.
É notório que a cont

Desafios da política de investimentos _ Everaldo Guedes

Everaldo Guedes, sócio fundador da PPS Portfolio Performance Consultoria de Investimentos
Everaldo Guedes, sócio fundador da PPS Portfolio Performance Consultoria de Investimentos

Edição 370

Mais um ano chegando ao final, mais uma atualização de Políticas de Investimentos a ser realizada, com as dificuldades de sempre. Projetar cenários, identificar os principais riscos, onde há os que estamos acostumados a vigiar e os que chegam de surpresa, além das situações menos prováveis mas muito impactantes, como pandemias – caso da Covid – e desastres naturais, agora com a mudança climática, nunca foi fácil nem será. Nenhuma novidade.
Dizer que teremos no próximo ano muita volatilidade é desnece

BCs e mercados, no mesmo tom _ José Francisco de Lima Gonçalves

José Francisco de Lima Gonçalves, professor da FEA-USP e economista-chefe do Banco Fator
José Francisco de Lima Gonçalves, professor da FEA-USP e economista-chefe do Banco Fator

Edição 369

A quase um mês das reuniões do Fomc e do Copom, apenas fortes mudanças em indicadores e decisões políticas podem impedir o movimento inverso das taxas básicas de juros nos EUA e aqui. Lá, para baixo, como quase anunciado por Powell. Aqui, para cima, como sugerido pela consolidação da postura comprometida com a busca da meta de inflação por Gabriel Galípolo, ainda que atenuada.
A leitura dos membros do Fomc da perspectiva para a economia embasa a conclusão por balanço mais equilibrado de riscos para i