O Banco Santander solicitou a exclusão voluntária de suas ações das bolsas do Brasil (B3), Argentina, Portugal e Itália. Segundo fato relevante divulgado pela instituição financeira espanhola, “estas decisões foram adotadas no âmbito de um processo de racionalização dos mercados onde as ações do banco têm uma cotação secundária e, em particular, tendo em consideração o reduzido volume de negociação da ação nesses mercados”.
O Santander informa no fato relevante que, das 16,13 bilhões de ações nas quais está dividido seu capital social, apenas um total agregado de 50,64 milhões delas estavam registradas nesses quatro mercados, o que representava 0,314% do capital social. “Desta forma, nota-se que durante o ano 2017, o volume médio negociado nesses quatro mercados e na Bolsa Mexicana de Valores representou 0,119% do volume médio de negociação total das ações do Banco Santander”. No caso do México, o banco solicitou a exclusão voluntária de suas ações no Índice de Precios y Cotizaciones (IPC) da Bolsa Mexicana de Valores (BMV) e a sua imediata integração na BMV em si, no Sistema Internacional de Cotizaciones (SIC) disponível no México para ações de sociedades estrangeiras
Ainda de acordo com o fato relevante, à medida que forem sendo obtidas as correspondentes autorizações por parte das autoridades supervisoras de cada um dos quatro mercados, o banco comunicará em cada um deles a data efetiva de exclusão e os detalhes sobre a transferência das ações registradas nas bolsas de valores afetadas ao sistema de registro espanhol.
O banco deve oferecer aos acionistas afetados a opção de venderem suas ações nas bolsas de valores espanholas por um prazo não inferior a um mês e não superior a três meses, sem custos de intermediação ou corretagem, e ao preço de cotação no momento em que se produza a referida venda. As ações do Santander continuarão sendo negociadas nas bolsas de valores de Madrid, Barcelona, Bilbao e Valência, na Espanha, e em Nova Iorque, Londres e Varsóvia.
Nesta quarta-feira, 25 de julho, o Santander Brasil reportou lucro líquido gerencial de R$ 5,84 bilhões no primeiro semestre de 2018, crescimento de 27,5% em doze meses. A carteira de crédito total totalizou R$ 290,47 bilhões ao final de junho de 2018 o que representa um aumento de 13,1% em doze meses.