O presidente da Abrapp, Luis Ricardo Marcondes Martins, comemorou a aprovação da Reforma da Previdência ontem, terça-feira (22/10), em votação em segundo turno no Senado. “É um momento histórico, colocamos novos parâmetros para uma pauta que estava colocada há muito tempo e que foi buscada pelos governos Collor, Fernando Henrique, Lula, Dilma e Temerâ€, comenta o presidente da associação que reúne os fundos de pensão. “Essa reforma, do ponto de vista paramétrico, torna nossos padrões em termos de idade de aposentadoria, distribuição de benefÃcios etc, mais compatÃveis com o resto do mundoâ€, diz.
Segundo ele, a reforma paramétrica era indispensável mas não é suficiente. A reforma precisa avançar também no aspecto estrutural, fortalecendo o sistema de capitalização previdenciária. Para Martins, o modelo defendido pela entidade é o que foi apresentado pela FIPE/USP, num trabalho coordenado pelo professor Hélio Zylbertejn. Na opinião do dirigente, o primeiro pilar previdenciário deve ficar nas mãos do Estado, atendendo o segmento de mais baixa renda, mas a partir dai deve ser fortalecido um sistema de previdência capitalizada, com contribuição obrigatória de empregados e empregadores.
De acordo com o presidente da Abrapp, as pessoas estão vivendo mais e querem viver com qualidade de vida. Com a reforma da previdência, que estabelece uma idade mÃnima para a aposentadoria e um teto de benefÃcios que vale inclusive funcionários públicos, esse perÃodo pós-laboral mais longo pode tornar-se muito difÃcil e doloroso se não contar com uma renda adicional para os aposentados. “Defendemos o regime de capitalização, para dar qualidade de vida à s pessoas quando se aposentaremâ€, explica Martins. “Essa é a pauta que precisa ser incentivada a partir de agora, a reforma estrutural da previdência, uma vez que a reforma paramétrica já passouâ€.