Em função das incertezas nos cenários macroeconômico e polÃtico, praticamente todas as classes de ativos, com exceção dos investimentos no exterior, operaram no vermelho no mês de outubro e carregaram junto a rentabilidade dos fundos de pensão. A Vivest, acostumada a um histórico de resultados positivos mês após mês, dessa vez não conseguiu fugir à avalanche e pontuou -0,1% em outubro, para uma meta atuarial de 0,03%.
“Em outubro, o bom desempenho dos investimentos no exterior (5,9%) ocorreu, mais uma vez, devido à variação cambial, já que o dólar subiu 3,7%, e à alta do S&P 500, um dos principais Ãndices da bolsa de valores norte-americana, que subiu 6,9%", explica o diretor de Investimentos da Vivest, Jorge Simino Junior.
Os investimentos em renda fixa foram negativos em -0,2% e a renda variável ficou em -3%. "Apesar dos resultados das empresas listadas na B3 terem sido razoáveis, o cenário macroeconômico ainda é de muitas incertezas. Por isso, essa oscilação negativa", explica Simino.
Ele adianta que, em novembro, a estratégia da Vivest é de reduzir ainda mais a participação em fundos imobiliários, que marcaram -1,7% no mês. "Em um ambiente de juros em alta, não há como fundo imobiliário apresentar bons rendimentos", comenta.
Em outubro, o BSPS praticamente se manteve estável, com retorno de 0,02%, enquanto o BD e o CV registraram rentabilidades negativa de -0,3% e -0,4%, respectivamente. "O mês de outubro foi bastante crÃtico para a bolsa de valores do paÃs. As ações da Vale, por exemplo, que compõem nossa carteira, teve queda de 6% no perÃodo", explica Simino.
No acumulado do ano, a fundação rentabilizou sua carteira de investimentos em 6,5% até outubro, para uma meta atuarial de 20,7% do perÃodo. Os subplanos mantiveram performances positivas no acumulado até outubro: o BSPS teve rentabilidade de 7,6%, o BD de 3,8% e o CV de 2,5%. Já os planos CDs registraram queda de -0,4% no acumulado até outubro.