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Otimismo sim, milagre não

Edição 150

Glauco Arbix, presidente do IPEA

Para quem acaba de se tornar um quarentão, o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA) esbanja vigor de sobra. Sem crise de meia-idade, o Instituto já trabalha algumas novidades para o ano que vem, como a que deverá receber o nome de “Livro do Ano†e que trará um panorama extenso e intenso sobre a trajetória do Brasil a cada período.
Mais do que indicadores e previsões, o Livro fará análises das mais diversas áreas – da social até a de infra-estrutur

Proteger, sem tutelar

Edição 149

Marcelo Trindade, da CVM

Marcelo Trindade quer mudar a imagem de que a Comissão de Valores Mobiliários (CVM), autarquia que preside há três meses, não pune. Para isso, vai lançar mão de um princípio que consta da Lei 6.385, que dá ao órgão a possibilidade de priorizar o julgamento de casos cujo efeito seja educativo ou que afetem um grande número de pessoas. “A Comissão não é leniente, mas se a opinião pública acha que devemos punir mais esse é um sinal que não pode ser desprezadoâ€, afirma.
Co

Ponto Frio não está à venda

Edição 148

Eliane Lustosa, do Ponto Frio

Os fornecedores e prestadores de serviço do Ponto Frio que se preparem. Eliane Lustosa está há um mês no comando financeiro da rede e, a julgar pelo seu histórico à frente da Petros, fundo de pensão dos funcionários da Petrobras, pretende arrumar a casa, rediscutir contratos, reduzir custos e redefinir caminhos.
E não está sozinha. Para reconquistar a fatia de mercado perdida para a Casas Bahia, a sua principal concorrente, o Ponto Frio colocou um time de peso à

“O Brasil é elegívelâ€

Edição 147

Sean Harrigan, da CalPERS

Sean Harrigan abriu espaço em sua concorrida agenda para falar com exclusividade à Investidor Institucional. O presidente de um dos maiores fundos de pensão do mundo, o California Public Employees’ Retirement System (CalPERS), mostrou intimidade ao falar do Brasil, país considerado “elegível†pelos critérios da fundação e que abocanha R$ 221 milhões – investidos em ações de empresas públicas brasileiras – dos US$ 162 bilhões de ativos da fundação.
Gentil e precis

Cuidado com o gestor!

Edição 146

Teresa C. Barger, do IFC

Em meados de maio, a Petros reuniu em seu auditório da zona central do Rio de Janeiro uma dezena e meia de grandes fundos de pensão para discutir um assunto que cada vez mais ganha corpo entre as fundações: investimentos em private equity. Os dirigentes das fundações presentes, que juntas concentram a maior fatia dos investimentos do sistema, ouviram por cerca de duas horas uma apresentação de Teresa C. Barger, diretora da área de fundos de investimentos e private equi

Regras precisam ser claras

Edição 145

Pedro Parente, da RBS

Longe do setor público, do qual fez parte durante 31 anos, Pedro Parente parece mais feliz e menos tenso. Pudera. Como ministro-chefe da Casa Civil durante o governo Fernando Henrique Cardoso, ele teve a espinhosa função de coordenar o racionamento de energia, em 2001. “Para mim foi uma ‘senhora’ experiência de vidaâ€, diz. Hoje, como vice-presidente executivo do grupo de comunicação RBS, Parente afirma que entre os setores público e privado há muito mais diferenças d

Esperando R$ 50 bilhões

Edição 144

José Carlos Miranda, chefe da assessoria econômica do Planejamento

O governo tem planos ambiciosos com a lei da Parceria Público-Privada (PPP), aprovada dia 17 de março na Câmara e que agora irá para o Senado. A expectativa é que os investimentos em infra-estrutura via PPP, durante o governo Lula, alcancem a marca dos R$ 50 bilhões. Isso significa, em média, R$ 12,5 bilhões por ano, quase o dobro dos R$ 6,9 bilhões de investimentos nesse segmento o ano passado. Segundo o chefe da assessoria econômi

O xerife empreendedor

Edição 143

Luiz Leonardo Cantidiano, da CVM

Considerado um dos presidentes mais ativos da Comissão de Valores Mobiliários (CVM) dos últimos tempos, Luiz Leonardo Cantidiano faz jus à fama. Em pouco mais de um ano e meio de mandato, a CVM já editou 31 Instruções. Entre elas, regras importantes como a de debêntures padronizadas, de fundos de private equity e a reedição da norma sobre emissões de ações. Atualmente, Cantidiano e sua equipe trabalham na confecção da primeira grande regulamentação que vai unir os f

Rumo à diversificação

Edição 142

Luiz Carlos Aguiar, da Previ

Para o diretor de investimentos da Previ, Luiz Carlos Aguiar, o maior fundo de pensão brasileiro está se preparando para diversificar um pouco as suas aplicações. Entre outras coisas, deve aplicar cerca de R$ 300 milhões em debêntures de empresas privadas e fundos de direitos creditórios, que popularmente são chamados de fundos de recebíveis. Economista, com passagem pela área internacional do Banco do Brasil, Aguiar desconversa quando o tema é o valor do superávit da P

Os minis da BM&F

Edição 141

Manoel Felix Cintra Neto, da BM&F

O presidente da Bolsa de Mercadorias & Futuros (BM&F), Manoel Felix Cintra Neto, tem sido incansável na sua atividade de promover e divulgar os contratos de futuro que comercializa em sua bolsa. Até para a China ele já foi, para estabelecer uma conexão financeira com aquele país. O nome derivativos, que até bem pouco tempo atrás soava como um palavrão para muitas pessoas, hoje já é pronunciado com uma certa naturalidade por elas. O novo desafio de