Ibovespa cai mais um dia com tensão no Oriente Médio

O Ibovespa, principal índice da B3, fechou nesta terça-feira (12/5) em queda de 0,86%, aos 180.342,33 pontos, pressionado pela piora do humor externo com a escalada das tensões entre Estados Unidos e Irã e pelo recuo das ações da Petrobras após a divulgação de seu balanço. O movimento veio em descompasso parcial com Nova York, onde o Dow Jones subiu 0,11%, o S&P 500 caiu 0,16% e o Nasdaq recuou 0,71%.

As dúvidas sobre uma solução diplomática para o impasse no Estreito de Ormuz mantiveram o mercado em alerta e impulsionaram o petróleo. O Brent para julho subiu 3,41%, a US$ 107,77 por barril, enquanto o WTI para junho avançou 4,19%, a US$ 102,18. No pregão, o Ibovespa oscilou entre 181.896,57 pontos na máxima e 179.938,70 pontos na mínima, menor nível intradiário desde 20/3, com volume financeiro de R$ 29,1 bilhões.

Entre as blue chips, a Petrobras caiu 1,16% nas ações ordinárias e 1,62% nas preferenciais, mesmo com a alta do petróleo, após um balanço recebido de forma mista pelo mercado. O desempenho da estatal pesou sobre o índice em uma sessão já marcada por maior aversão a risco.

Câmbio – No mercado de câmbio, o dólar subiu 0,08% nesta terça-feira (12/5), a R$ 4,89, acompanhando parcialmente o fortalecimento global da moeda americana em meio à piora do cenário geopolítico. Ainda assim, o real conseguiu se descolar em parte do movimento externo, beneficiado pela alta do petróleo, que melhora os termos de troca do Brasil.

Os dados de inflação também entraram no radar. O IPCA desacelerou de 0,88% em março para 0,67% em abril, em linha com as expectativas, enquanto a taxa acumulada em 12 meses passou de 4,14% para 4,39%. No exterior, o índice DXY rondava 98,3 pontos no fim da tarde, com alta firme após a divulgação do CPI dos Estados Unidos, o que também ajudou a sustentar a moeda americana.