Após cinco meses, empresas voltam a captar no exterior, com US$ 2...

08-06-2015  –  16:18:26

 

Após cinco meses sem operações, as empresas brasileiras em busca de captações acessaram pela primeira vez em 2015 o mercado de capitais externo, com captações de R$ 2,1 bilhões, sendo R$ 476 milhões na renda variável, e R$ 1,6 bilhão na renda fixa. Apesar da retomada, o volume das captações no mercado de capitais internacional em maio de 2015 ficou 54,3% abaixo do registrado em igual período do ano passado. As informações foram divulgadas nesta segunda-feira (8/6) pela Anbima.

A operação de renda variável foi o lançamento dos ADRs da Telefônica Brasil, que movimentou US$ 475,7 milhões. Já a Votorantim Cimentos e o Itaú Unibanco giraram US$ 568,6 milhões e US$ 1,1 bilhão em títulos de renda fixa, respectivamente. “Estas operações marcaram a abertura  das captações brasileiras no mercado internacional em 2015, que ficaram interrompidas  nos primeiros meses do ano tanto por influência do  atraso na divulgação do balanço da Petrobras,  como pelo clima de incerteza que se instalou com  as investigações de algumas companhias  nacionais”, destaca a Anbima, em nota.

Após a reabertura do mercado externo em maio, em junho três novas operações já foram realizadas – a Petrobras captou US$ US$ 2,5 bilhões em títulos de cem anos; a BRF, € 500 milhões em “green bonds”,  títulos atrelados a projetos ambientalmente  sustentáveis; e a Globo Comunicação, US$ 325 milhões em títulos de renda fixa. “As captações ocorrem em um  período de certa volatilidade nas taxas dos títulos  soberanos de países desenvolvidos, referências  de taxas livres de risco, o que acaba  pressionando a exigência de maiores yields por  parte dos investidores. Ainda assim, as  operações apresentaram acentuada demanda por  parte dos investidores internacionais”, nota a Anbima.

Se por um lado o mercado externo foi acessado no mês passado por companhias brasileiras pela primeira vez no ano, por outro, o mercado doméstico de renda variável não teve nenhuma operação, e ficou estagnado nos R$ 16,1 bilhões da operação da Telefônica Brasil em abril. Já na renda fixa foram emitidos R$ 1,1 bilhão em maio, sendo R$ 466 milhões em um FIDC da RCI, financeira da Renault, R$ 493 milhões em cinco operações de CRIs, R$ 128 milhões em notas promissórias, e R$ 15 milhões em debêntures.