O Ibovespa, principal índice da B3, fechou nesta quinta-feira (25/6) em alta de 0,87%, aos 171.990,20 pontos, impulsionado pelo IPCA-15 abaixo do esperado e pela leitura de que o Banco Central manteve aberta a possibilidade de novos cortes na Selic. O movimento veio em descompasso parcial com as bolsas de Nova York, onde o Dow Jones subiu 0,07%, o S&P 500 caiu 0,01% e o Nasdaq recuou 0,46%.
A principal força do pregão veio da desaceleração do IPCA-15, que passou de 0,62% em maio para 0,41% em junho, abaixo da mediana de 0,44% projetada pelo mercado. Analistas também destacaram uma composição mais favorável, com comportamento mais contido de serviços e industriais. No pregão, o índice oscilou entre 170.507,92 pontos na mínima e 173.277,09 pontos na máxima, com volume financeiro de R$ 22,3 bilhões. O Relatório de Política Monetária e a coletiva de Gabriel Galípolo reforçaram a percepção de cautela do BC, sem fechar a porta para cortes adicionais.
Entre as blue chips, a Vale foi destaque positivo, com alta de 1,20%, mesmo com a queda de 1,08% do minério de ferro, após a companhia informar que não pretende realizar investimentos ligados à Bahia Mineração. A Petrobras teve desempenho misto, com alta de 0,42% nas ordinárias e queda de 0,12% nas preferenciais, em um dia de recuperação do petróleo. O avanço do índice também contou com o apoio do setor bancário.
Câmbio – No mercado de câmbio, o dólar caiu 0,46%, fechando o dia em R$ 5,18, depois de duas sessões seguidas de valorização, influenciado pelo enfraquecimento global da moeda americana após os dados de inflação dos Estados Unidos virem ligeiramente abaixo do esperado.
O PCE de maio, indicador de inflação preferido do Federal Reserve, surpreendeu positivamente, embora siga acima da meta de 2%. Ao mesmo tempo, a terceira leitura do PIB americano mostrou expansão anualizada de 2,1% no primeiro trimestre, acima das expectativas.