Ibovespa sobe com alívio externo; dólar fecha o dia a R$ 5,14

O Ibovespa, principal índice da B3, fechou nesta segunda-feira (22/6) em alta de 1,21%, aos 170.370,38 pontos, impulsionado pelo aumento do apetite por risco nos mercados globais após declarações dos Estados Unidos sobre avanços nas negociações com o Irã. O movimento veio em descompasso parcial com as bolsas de Nova York, onde o Dow Jones subiu 0,29%, o S&P 500 caiu 0,37% e o Nasdaq recuou 1,33%.

A percepção de que o conflito no Oriente Médio pode caminhar para uma solução ganhou força depois que autoridades americanas afirmaram que Teerã estaria disposto a voltar a receber inspetores da Agência Internacional de Energia Atômica. Mesmo sem confirmação oficial do governo iraniano, o mercado interpretou o sinal como positivo para a estabilidade da região. No pregão, o Ibovespa oscilou entre 168.326,26 pontos na mínima e 170.749,76 pontos na máxima, com volume financeiro de R$ 23,9 bilhões.

No cenário doméstico, as atenções se voltaram para a ata da última reunião do Copom, que será divulgada nesta terça-feira, e para o Boletim Focus, que voltou a elevar as projeções de inflação e juros. A estimativa para o IPCA de 2026 passou de 5,30% para 5,33%, enquanto a projeção para a Selic ao fim de 2026 subiu de 13,75% para 14% ao ano (veja aqui).

Entre as blue chips, a Petrobras avançou 0,69% nas ações ordinárias e 0,95% nas preferenciais, mesmo com a queda de mais de 3% do petróleo no mercado internacional. A Vale terminou próxima da estabilidade, com alta de 0,20%, apesar do recuo do minério de ferro. O destaque ficou para o setor bancário, com alta de 3,10% do BTG Pactual, avanço de 2,68% do Itaú PN, ganho de 1,20% do Bradesco e valorização de 0,82% do Banco do Brasil.

Câmbio – No mercado de câmbio, o dólar caiu 0,45%, fechando o dia em R$ 5,14, influenciado pela redução das tensões entre Estados Unidos e Irã, pela realização de lucros e pela expectativa em torno da ata do Copom.

O real também foi favorecido por operação casada do Banco Central, com venda de US$ 1 bilhão no mercado à vista e compra do mesmo volume em swaps cambiais reversos. Segundo operadores, não havia sinais de estresse no mercado, e a medida pode ter atendido a uma necessidade pontual de liquidez no segmento à vista, além de contribuir para a redução do estoque de swaps cambiais. No exterior, o índice DXY avançava 0,18%, acima dos 101 pontos, o que limitou um recuo mais forte da moeda americana frente ao real.