De olho num novo ciclo de investimentos

Edição 381

Melhor Profissional de Relacionamento com RPPS – Marcelo Gengo • Vinci Compass

Marcelo Gengo, da Vinci Compass

Com juros reais elevados e NTN-B pagando prêmio acima da meta atuarial, o RPPS tem migrado naturalmente para renda fixa, e isso faz todo sentido no cenário atual, analisa o head comercial de RPPS da Vinci Compass, Marcelo Gengo. Segundo ele, que levou o Troféu Benchmark 2025 como o Melhor Profissional de Relacionamento com RPPS, “a conjuntura puxa o segmento para o conservador, reduz a demanda por bolsa e adia decisões de alocar em alternativos que não tragam fluxo previsível”, diz.

Formado em desenho industrial e com MBA em gestão de projetos pelo Instituto de Pesquisas Tecnológicas/USP, Gengo iniciou sua trajetória profissional na consultoria Risk Office, em 2006. Migrou para o Safra Asset em 2015, onde passou a atender exclusivamente os RPPS, e desde 2017 está na Vinci Compass comandando o atendimento à esse segmento.

Apesar do cenário adverso para os ativos de risco, ele avalia que o apetite por esses ativos pode aumentar no ano que vem, quando os prêmios das NTN-Bs começarem a cair, em primeiro lugar, e se o cenário externo se acalmar, em segundo. “Isso vai abrir espaço, gradualmente, para o investidor alongar prazos e retomar alocação em alternativos”, diz.

Na sua atividade de atender gestores de RPPS, ele sabe que não se pode ignorar as janelas de oportunidades abertas pela rentabilidade dos títulos públicos nos últimos dois anos, mas nos últimos meses em recomendando aos seus clientes que passem a olhar também para outros produtos. “Orientamos a diversificação entre renda fixa, bolsa, fundos no exterior, FIPs e FIIs para diluir risco e buscar, no horizonte longo, um retorno médio acima da meta atuarial”, diz.

Uma ferramenta de gestão que a casa tem enfatizado, ainda pouco utilizada pelos RPPS, são as carteiras administradas. Entre as vantagens dessa ferramenta ele relaciona a possibilidade de trabalhar com “bolsos” sob medida (estratégias de caixa/pós-CDI para liquidez e bolsa em tamanho tático, por exemplo), política clara de limites, rebalanceamentos e gatilhos de risco. “é uma ferramenta pouco explorada no sistema dos RPPS, mas de elevado valor agregado”.