Santander Banespa na dianteira dos regimes próprios | A marcação ...

Edição 122

Com a criação de fundos específicos para regimes de previdência públicos, o setor escapa das perdas geradas pela marcação a mercado mesmo tendo de investir no mínimo 80% em Títulos do Governo para cumprir a legislação.
O Santander Banespa é o principal gestor de recursos originados por regimes próprios de Estados e Municípios, com R$ 2,4 bilhões sob gestão. Em segundo lugar vem o Pactual Asset Management, administrando R$ 1,64 bilhão, seguido pela Caixa Econômica Federal, com 7,2% do mercado e R$ 1,5 bilhão em ativos de institutos.
Segundo o diretor comercial do Santander Banespa, Paulo Rogério Véspera, essa classe de investidor é obrigada a aplicar pelo menos 80% dos seus recursos em títulos do governo, tendo sido fortemente afetada pela marcação a mercado dos papéis. Para evitar que fechassem o mês com rentabilidade negativa, os gestores tiveram que criar novos produtos, para atender às necessidades específicas desses clientes.
O Santander Banespa foi um que se debruçou na criação de um produto com risco zero, tanto de volatilidade quanto de apresentar retornos negativos. Lançado em junho, o fundo do tipo FAQ já acumula mais de R$ 300 milhões em aplicações de institutos e, segundo Véspera, se caracteriza pela negociação diária dos títulos, garantindo liquidez.
O fundo engloba as características que mais satisfazem o perfil conservador dos institutos previdenciários, cujas preferências recaem sobre os indexados ao IGP-M – que até 13 de agosto acumulavam rentabilidade de 11,93% – e lastreados em operações de curto prazo (30 dias).

PODER PÚBLICO – A liderança no setor de poder público fica com a BB DTVM, com R$ 6,7 bilhões em gestão, seguido pela Nossa Caixa, com R$ 4,3 bilhões, e Caixa Econômica Federal, com R$ 1,3 bilhão.
Entre as assets mais focadas nesse tipo de clientes temos a Nossa Caixa na liderança, com 68,8%, seguido do Banco do Estado de Santa Catarina (BESC), com 46,3%, e em terceiro a Dynamo, com 22,8%.

CAPITALIZAÇÃO – Também na área de capitalização a BRAM manteve a liderança, com R$ 1,1 bilhão sob gestão, seguida de perto pela BB DTVM, com R$ 1 bilhão e pela Caixa com R$ 983 milhões. Os recursos administrados por esses três principais gestores no ranking do setor tiveram redução de até R$ 180 milhões nos primeiros seis meses do ano. A maior perda, entretanto, ocorreu no HSBC Brain, que despencou de R$ 781,7 milhões para R$ 475,9 milhões.