Investidor norte-americano lucra com alta das ações no Brasil

O iShares MSCI Brazil ETF (EWZ), maior ETF listado nos Estados Unidos com foco exclusivo em ações brasileiras, registrava no último trimestre do ano passado cerca de 3,5 milhões de cotas pertencentes ao Duquesne Family Office, empresa que gere o patrimônio de um dos mais conhecidos investidores norte-americanos, Stanley Druckenmiller. As informações constam do formulário 13F, relatório trimestral obrigatório exigido pela Securities and Exchange Commission (SEC), equivalente à CVM nos Estados Unidos, para gestores institucionais.

A posição declarada pelo Duquesne no EWZ — inexistente no trimestre anterior — indica ser uma exposição nova ao mercado brasileiro. O formulário 13F, no entanto, não permite identificar a data exata de entrada nem o preço médio da posição, que no total somava R$ US$ 9,1 bilhões. Mas com certeza Druckenmiller entrou no momento certo. No último trimestre de 2025 o Ibovespa registrou valorização superior a 10% e, em janeiro deste ano, acumulou alta adicional de 12,56%, movimento que favorece as posições compradas no período.

Druckenmiller é considerado um dos gestores mais bem-sucedidos de sua geração. À frente da antiga Duquesne Capital, obteve retorno médio anual próximo de 30% ao longo de três décadas. Também atuou como principal gestor do Quantum Fund, de George Soros, durante a aposta contra a libra esterlina em 1992 — operação que rendeu mais de US$ 1 bilhão e ficou conhecida como o episódio que “quebrou o Banco da Inglaterra”.