O Ibovespa, principal índice da B3, fechou nesta terça-feira (18/8) em queda de 0,27%, aos 166.334,86 pontos, na 11ª baixa consecutiva, maior sequência negativa em três anos. Pressionado pela saída de capital estrangeiro e pelas incertezas fiscais e eleitorais, o índice seguiu as bolsas de Nova York: o Dow Jones recuou 0,22%, o S&P 500 caiu 0,72% e o Nasdaq perdeu 1,33%.
Os investidores estrangeiros retiraram R$ 2,5 bilhões da bolsa brasileira em 14 de agosto, elevando a saída acumulada no mês para R$ 18,1 bilhões. A busca por ativos mais seguros e mercados desenvolvidos tem reduzido o interesse por ações brasileiras.
No exterior, as tensões entre Estados Unidos e Irã permaneceram no radar. O presidente norte-americano, Donald Trump, afirmou que não há negociações em andamento com o Irã. O petróleo Brent para outubro avançou 0,17%, a US$ 91,02 por barril.
Petrobras ON subiu 0,31% e Petrobras PN avançou 0,15%, enquanto Vale ganhou 0,20%. Entre os bancos, Itaú caiu 0,50%, Bradesco recuou 0,62% e Banco do Brasil perdeu 0,84%.
O Ibovespa oscilou entre 166.211,30 e 168.389,49 pontos. O volume financeiro negociado na B3 foi de R$ 21,5 bilhões.
Câmbio – No câmbio, o dólar subiu 0,39%, fechando o dia em R$ 5,22, em meio à cautela global com o conflito no Oriente Médio. A moeda acumula alta de 2,98% em agosto, mas recua 4,87% em 2026.
A valorização do petróleo não beneficiou o real nesta sessão, apesar de normalmente favorecer os termos de troca do Brasil, relação entre os preços dos produtos exportados e importados. Investidores também aguardam a ata da reunião de julho do Federal Reserve, que poderá trazer indicações sobre a tendência dos juros dos Estados Unidos.