
O Ibovespa, principal índice da B3, fechou nesta quinta-feira (22/1) em alta de 2,20%, aos 175.589,35 pontos, renovando recordes pela terceira sessão consecutiva. O avanço foi sustentado principalmente pela entrada de capital estrangeiro, pela busca de diversificação em mercados emergentes e por um ambiente externo mais favorável, após sinais de arrefecimento das tensões geopolíticas envolvendo a Groenlândia.
Fatores políticos domésticos e a proximidade da divulgação dos resultados do quarto trimestre de 2025 também seguem no radar e influenciam a volatilidade. Na semana, o índice acumula alta de 6,55%, com potencial para superar o melhor desempenho desde outubro de 2022.
No detalhamento do pregão, o setor financeiro liderou os ganhos. O Banco do Brasil subiu 4,69%, o Itaú (PN) avançou 3,38% e o Bradesco (ON) ganhou 3,53%, enquanto o Bradesco (PN) teve alta de 2,73%. Entre as commodities, a Vale avançou 0,58% e a Petrobras registrou altas de 0,69% nas ações ordinárias (ON) e 0,45% nas preferenciais (PN).
Logo no início do pregão, o Ibovespa acompanhou o movimento positivo dos mercados globais, reagindo ao tom mais ameno adotado pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, em relação à Groenlândia, o que levou o índice a se aproximar dos 178 mil pontos. Mais tarde, a valorização perdeu parte da força com a queda dos preços do petróleo, refletindo dados de estoques nos EUA acima do esperado.
No mercado de câmbio, o dólar comercial fechou em queda de 0,67%, cotado a R$ 5,28. A desvalorização da moeda americana refletiu o maior apetite ao risco após a suavização do discurso dos EUA sobre a Groenlândia e foi reforçada pela queda dos rendimentos dos Treasuries, que enfraqueceu o dólar no exterior.