O Ibovespa, principal índice da B3, fechou nesta quarta-feira (21) em alta de 3,33%, aos 171.816,67 pontos, renovando tanto o recorde de fechamento quanto a máxima intradiária, de 171.969,01 pontos. Foi a primeira vez, desde abril de 2025, que a Bolsa brasileira registrou uma valorização diária superior a 3% e o maior avanço percentual desde abril de 2023.
A forte alta foi impulsionada principalmente pelo alívio no cenário externo, após o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciar a suspensão de tarifas adicionais que entrariam em vigor em 1º de fevereiro contra países europeus. Em discurso no Fórum Econômico Mundial, em Davos, Trump também afirmou que busca negociações imediatas para a aquisição da Groenlândia e descartou o uso de força militar, o que reduziu a aversão ao risco nos mercados globais e favoreceu a recuperação das bolsas de Nova York.
No cenário doméstico, o noticiário político também influenciou o índice. Pesquisa de intenção de votos mostrou redução da diferença entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o senador Flávio Bolsonaro em um eventual segundo turno em 2026, aumentando a percepção de maior competitividade eleitoral e reduzindo parte do desconforto recente do mercado com a vantagem do petista.
As ações de maior peso puxaram o índice. A Petrobras subiu 4,59% nas ações preferenciais e 3,53% nas ordinárias, enquanto a Vale avançou 3,02%. No setor financeiro, o Itaú (PN) registrou alta de 4,38%.
No mercado de câmbio, o dólar comercial fechou em queda de 1,13%, cotado a R$ 5,32. A desvalorização da moeda americana refletiu a melhora do apetite global por risco, o aumento do fluxo de recursos para mercados emergentes e o alívio nas curvas de juros internacionais, após sinais de acomodação dos rendimentos dos títulos japoneses.