O Ibovespa, principal índice da B3, fechou nesta segunda-feira (30) em alta de 0,53%, aos 182.514,20 pontos, refletindo um movimento de recuperação após duas quedas consecutivas, mesmo diante das incertezas envolvendo o aumento das tensões entre Estados Unidos, Israel e Irã. O desempenho positivo ocorreu em meio a um cenário externo ainda instável e destoou parcialmente das bolsas de Nova York, que fecharam mistas no dia, com Dow Jones subindo 0,11%, S&P 500 recuando 0,39% e Nasdaq caindo 0,73%.
Apesar da alta do Ibovespa, o índice caminha para encerrar março com recuo de 3,32%, o pior desempenho desde julho de 2025. No ano, porém, a Bolsa ainda acumula valorização próxima de 12%. O mercado segue atento à agenda internacional da semana, com destaque para o relatório de emprego dos Estados Unidos (payroll), previsto para sexta-feira (3), que pode influenciar as expectativas sobre juros globais.
Entre os destaques do pregão, as ações de commodities contribuíram para sustentar o índice. A Vale avançou 0,63%, enquanto a Petrobras registrou ganhos moderados (ON +0,64% e PN +0,53%), beneficiadas pelo petróleo acima de US$ 100 o barril. No setor financeiro, o desempenho foi misto. O volume negociado na B3 somou R$ 25,5 bilhões, com o índice oscilando entre 184.414,18 pontos na máxima e 181.559,49 pontos na mínima do dia.
Câmbio – No mercado de câmbio, o dólar subiu 0,12%, fechando a R$ 5,25, em um movimento associado à maior aversão ao risco no cenário internacional, diante das incertezas geopolíticas no Oriente Médio. A valorização da moeda americana também foi acompanhada pela alta do índice DXY, que mede o desempenho do dólar frente a uma cesta de moedas fortes.
O ambiente externo segue pressionado pelo risco de escalada do conflito, com o petróleo mantendo-se acima de US$ 100 o barril — patamar que eleva preocupações com inflação e atividade global. Esse cenário reforça temores de estagflação, combinando preços elevados com desaceleração econômica, e mantém os investidores em posição defensiva nos mercados globais.