O Ibovespa, principal índice da B3, fechou nesta quinta-feira (17/9) em alta de 0,24%, aos 185.992,03 pontos, apoiado por Vale e pela recuperação das bolsas de Nova York. O Dow Jones subiu 0,62%, o S&P 500 avançou 1,14% e o Nasdaq ganhou 1,69%.
A Bolsa chegou a cair mais de 1% após o governo anunciar o reajuste de 15% do Bolsa Família, que passará de R$ 600 para R$ 691 em outubro, com um impacto fiscal estimado de R$ 5,8 bilhões em 2026 e de R$ 22 bilhões em 2027. Mas o pessimismo foi revertido durante a tarde, acompanhando o aumento do apetite por risco no exterior. O EEM, ETF negociado em Nova York que acompanha ações de mercados emergentes, avançou cerca de 2%.
O mercado também repercutiu o corte de 0,25 ponto percentual na Selic, para 13,75% ao ano. A decisão foi unânime e esperada, mas o tom cauteloso do Copom deixou dúvidas sobre a continuidade do ciclo de flexibilização.
Entre as ações de maior peso no índice, Vale avançou 2,07% após duas sessões de queda. Petrobras ON subiu 0,32%, enquanto Petrobras PN recuou 0,08%, mesmo com a queda do petróleo. No setor financeiro, Santander ganhou 2,52%, BTG Pactual subiu 0,51% e Banco do Brasil avançou 0,31%. Bradesco caiu 0,33% e Itaú recuou 0,09%.
O Ibovespa oscilou entre 183.242,37 e 186.885,23 pontos. O volume financeiro negociado na B3 foi de R$ 29,8 bilhões.
Câmbio – O dólar caiu 0,23%, fechando a R$ 5,14, após uma sessão volátil. Pela manhã, o reajuste do Bolsa Família aumentou a percepção de risco fiscal, mas a moeda perdeu força durante a tarde, acompanhando sua acomodação no exterior.
O DXY, índice que mede o dólar ante uma cesta de seis moedas fortes, operou próximo da estabilidade, na região dos 100,200 pontos. O indicador acumula alta superior a 1% na semana e de aproximadamente 2% no ano.
A perspectiva de juros elevados nos Estados Unidos permanece no radar após o Federal Reserve aumentar sua taxa básica em 0,25 ponto percentual, para o intervalo entre 3,75% e 4% ao ano. No Brasil, a Selic foi reduzida para 13,75% ao ano.