Ibovespa sobe com trégua no Oriente Médio e dólar cai a R$ 4,91

O Ibovespa, principal índice da B3, fechou nesta terça-feira (5/5) em alta de 0,62%, aos 186.753,82 pontos, impulsionado pela melhora do humor externo após sinais de manutenção do cessar-fogo entre Estados Unidos e Irã e pela leitura da ata do Copom. O movimento veio em linha com as bolsas de Nova York, onde o Dow Jones subiu 0,72%, o S&P 500 avançou 0,81% e o Nasdaq ganhou 1,03%.

O mercado interpretou como positivo o esforço americano para preservar a trégua no Oriente Médio, mesmo diante da retórica ainda dura entre Washington e Teerã. No cenário doméstico, a ata do Copom reforçou cautela com a inflação, mas manteve aberta a possibilidade de novos cortes da Selic, o que ajudou a derrubar os juros futuros. No dia, o índice oscilou entre 185.364,01 pontos e 187.427,56 pontos, com volume financeiro de R$ 26,1 bilhões.

Entre as blue chips, o destaque positivo ficou com o setor financeiro, com alta de 1,59% para Bradesco PN. O avanço dos bancos compensou as perdas de Vale, que caiu 0,34%, e de Petrobras, que recuou 1,38%, acompanhando a queda do petróleo.

Câmbio – No mercado de câmbio, o dólar caiu 1,12% para R$ 4,91, no menor nível em mais de dois anos, refletindo a redução momentânea da aversão ao risco no exterior e a percepção de que o real segue amparado pelo diferencial de juros no Brasil. A ata do Copom reforçou a atratividade do carry trade e favoreceu a moeda brasileira.

Além disso, o mercado acompanhou a estabilidade do índice DXY, perto de 98,5 pontos, e segue de olho na reunião prevista entre Luiz Inácio Lula da Silva e Donald Trump, em Washington, na quinta-feira (7/5), em busca de sinais sobre a relação comercial entre Brasil e Estados Unidos. Nos dois primeiros pregões de maio, o dólar já acumula queda de 0,82%, ampliando a desvalorização frente ao real em 2026 para 10,51%.