Ibovespa sobe com Petrobras e bancos; dólar fecha a R$ 5,19

O Ibovespa, principal índice da B3, fechou nesta terça-feira (23/6) em alta de 0,52%, aos 171.258,87 pontos, impulsionado pela valorização das ações da Petrobras, pelo desempenho positivo da maior parte dos grandes bancos e pela leitura mais favorável da ata do Copom. O movimento ocorreu em descompasso com as bolsas de Nova York, onde o Dow Jones caiu 0,08%, o S&P 500 recuou 1,4% e o Nasdaq perdeu 2,22%.

Parte do avanço foi atribuída à forte correção das ações de tecnologia e inteligência artificial nos Estados Unidos, que abriu espaço para uma maior diversificação internacional dos investimentos em direção a mercados emergentes, como o Brasil. No cenário doméstico, a ata do Copom foi interpretada por parte dos analistas como mais rígida do que o comunicado da semana passada, embora tenha mantido em aberto a possibilidade de novos cortes na Selic a depender da evolução dos indicadores. No pregão, o Ibovespa oscilou entre 168.495,19 pontos na mínima e 171.720,29 pontos na máxima, com volume financeiro de R$ 21,8 bilhões.

Entre as blue chips, a virada do índice coincidiu com a recuperação das ações da Petrobras, que subiram 0,78% nas ordinárias e 0,41% nas preferenciais, mesmo diante da queda de 0,93% do Brent. Os grandes bancos também contribuíram para a alta, com avanço de 0,27% do Itaú e de 1,43% do Banco do Brasil. Na direção oposta, a Vale caiu 1,89%, pressionada pela desvalorização do minério de ferro no mercado internacional.

Câmbio – No mercado de câmbio, o dólar subiu 0,89%, fechando o dia em R$ 5,19, impulsionado pela busca global por ativos mais seguros e pela expectativa em torno dos próximos dados de inflação nos Estados Unidos.

Um dos fatores de sustentação da moeda americana foi a divulgação do PMI (índice que mede o ritmo da atividade) composto dos EUA, que subiu de 51,5 pontos em maio para 52,2 pontos em junho, acima das projeções. No cenário doméstico, a ata do Copom ajudou a reduzir parte do ruído deixado pelo comunicado da última reunião, mas manteve incertezas sobre os próximos passos da política monetária. No exterior, o índice DXY operava acima dos 101 pontos no fim da tarde, próximo das máximas de mais de um ano, reforçando o movimento de fortalecimento global do dólar.