Ibovespa sobe com Petrobras; dólar avança antes da superquarta

O Ibovespa, principal índice da B3, fechou nesta terça-feira (15/9) em alta de 0,54%, aos 186.502,64 pontos, impulsionado pela Petrobras em meio à valorização do petróleo. O movimento contrariou as bolsas de Nova York, onde o Dow Jones caiu 0,63%, o S&P 500 recuou 0,45% e o Nasdaq perdeu 0,78%, diante das preocupações com a inflação e uma possível alta dos juros norte-americanos.

Apesar do avanço, os investidores mantiveram a cautela antes das decisões de política monetária previstas para esta quarta-feira (16/9) no Brasil e nos Estados Unidos. O mercado considera a possibilidade de o Federal Reserve elevar os juros em 0,25 ponto percentual, enquanto o Copom reduziria a Selic na mesma magnitude.

Ações – O petróleo Brent voltou a se aproximar de US$ 110 por barril, com o agravamento das tensões no Oriente Médio, e acumula valorização de quase 20% em setembro. O movimento aumentou as preocupações com a inflação global, mas favoreceu as ações da Petrobras.

Petrobras ON subiu 3,63% e Petrobras PN avançou 3,09%, liderando os ganhos do índice. Na direção contrária, a Vale recuou 1,17%, acompanhando a queda do minério de ferro.

Entre os bancos, Santander caiu 0,99%, Bradesco recuou 0,71%, BTG Pactual perdeu 0,46% e Banco do Brasil teve baixa de 0,36%. Itaú foi a exceção, com alta de 0,76%.

No cenário doméstico, os investidores acompanharam a sessão do Supremo Tribunal Federal que analisa a possibilidade de abertura de uma investigação contra o ministro Alexandre de Moraes no caso envolvendo Daniel Vorcaro, ex-controlador do Banco Master. A decisão foi adiada por pedido de vista do ministro Flávio Dino.

O Ibovespa oscilou entre 185.055,57 e 187.650,53 pontos. O volume financeiro negociado na B3 foi de R$ 21,8 bilhões.

Câmbio – No câmbio, o dólar subiu 0,14%, fechando o dia em R$ 5,15. A moeda acompanhou seu fortalecimento no exterior, em uma sessão marcada pela alta do petróleo, pela cautela antes das decisões do Fed e do Copom e pelo aumento das tensões políticas no Brasil.

O diferencial de juros permaneceu no radar. Uma eventual alta dos juros norte-americanos combinada a um novo corte da Selic reduziria a diferença entre as taxas dos dois países, tornando os ativos brasileiros relativamente menos atraentes.

O DXY, índice que mede o dólar frente a uma cesta de seis moedas fortes, avançava 0,26% no fim da tarde, aos 99,637 pontos, depois de atingir 99,687 pontos durante a sessão. O indicador acumula alta de 0,55% na semana.

O dólar registra valorização de 0,58% na semana, mas ainda recua 0,48% em setembro e 6,08% em 2026.