Ibovespa sobe com alívio no Oriente Médio e dólar cai a R$ 5

O Ibovespa, principal índice da B3, fechou nesta quarta-feira (20/5) em alta de 1,77%, aos 177.355,73 pontos, impulsionado pela redução das tensões no Oriente Médio e pela melhora do apetite por risco no exterior. O movimento veio em linha com as bolsas de Nova York, onde o Dow Jones subiu 1,31%, o S&P 500 avançou 1,08% e o Nasdaq ganhou 1,55%.

O mercado reagiu positivamente às declarações do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de que as negociações com o Irã estariam em estágio final, além do aumento parcial do fluxo de navios pelo Estreito de Ormuz. Com isso, o Ibovespa interrompeu uma sequência de três quedas e oscilou entre 174.279,39 pontos na mínima e 178.198,87 pontos na máxima. Na semana, o índice passou a acumular leve alta de 0,04%, embora ainda recue 5,32% no mês.

Entre as blue chips, a queda do petróleo pesou sobre a Petrobras, que recuou 3,85% nas ações ordinárias e 3,23% nas preferenciais. Já a Vale subiu 1,21%, enquanto os bancos tiveram desempenho positivo, com destaque para a alta de 2,70% de Bradesco PN, ajudando a sustentar a recuperação do índice.

Câmbio – No mercado de câmbio, o dólar caiu 0,74% no dia, para R$ 5, acompanhando a melhora do humor externo após os sinais de avanço nas negociações entre Estados Unidos e Irã. A queda também foi favorecida pela notícia de aumento do fluxo de navios no Estreito de Ormuz, o que reduziu momentaneamente a aversão ao risco.

Além disso, o recuo de 5,62% do Brent, para US$ 105,02 por barril, ajudou a aliviar a pressão recente sobre os mercados, enquanto o fluxo cambial seguiu positivo no Brasil. Segundo o Banco Central, a entrada líquida de dólares entre 11/5 e 15/5 foi de US$ 3,027 bilhões, levando o saldo positivo de maio a US$ 1,588 bilhão.

No exterior, o índice DXY também recuou levemente, reforçando o movimento de queda da moeda americana frente ao real.