Ibovespa sobe 2,03%; dólar recua e fecha a R$ 5,18

O Ibovespa, principal índice da B3, fechou nesta quarta-feira (11) em alta de 2,03%, aos 189.699,12 pontos, renovando seu recorde de fechamento pela 11ª vez em 2026, refletindo tanto a rotação global de ativos em direção a mercados emergentes quanto à boa recepção pelo mercado à nova pesquisa para as eleições presidenciais. No melhor momento do dia, o índice superou pela primeira vez os 190 mil pontos. O movimento ocorreu na contramão das bolsas de Nova York, que recuaram após a divulgação de dados fortes do mercado de trabalho dos Estados Unidos.

A valorização foi inicialmente impulsionada pelo aumento do apetite a risco e pelo fluxo estrangeiro para países emergentes, em meio a uma leve realização nos ativos norte-americanos. Pela manhã, o payroll, que indica nível de emprego nos Estados Unidos, mostrou a criação de 130 mil vagas em janeiro, mais do que o dobro do esperado, o que reduziu as apostas em cortes de juros pelo Federal Reserve e pressionou os índices em Nova York.

No cenário doméstico, a divulgação da pesquisa Genial/Quaest também entrou no radar: o levantamento apontou redução da vantagem do presidente Luiz Inácio Lula da Silva sobre o senador Flávio Bolsonaro em um eventual segundo turno, movimento interpretado por parte dos investidores como favorável aos ativos locais.

Entre as principais blue-chips, a alta foi liderada por bancos e empresas ligadas a commodities. A Vale avançou 3,49%, enquanto a Petrobras subiu 3,01% nas ações ordinárias (ON) e 1,95% nas preferenciais (PN), acompanhando a valorização do petróleo Brent e a repercussão de seu relatório trimestral de produção. No setor financeiro, o Bradesco (PN) registrou alta de 2,96% e o Itaú (PN) avançou 1,96%, enquanto o BTG Pactual (ON) subiu 0,17%. No pregão, o Ibovespa oscilou entre 185.936,27 pontos, na mínima, e 190.561,18 pontos, na máxima histórica intradiária, com volume financeiro de R$ 37,9 bilhões.

No mercado de câmbio, o dólar recuou 0,18% no dia, fechando a R$ 5,18, no menor nível ante o real desde maio de 2024. A queda refletiu o ambiente externo ainda favorável a mercados emergentes e o fluxo global direcionado a ativos de maior retorno, beneficiando a moeda brasileira mesmo diante do payroll mais forte nos Estados Unidos.

Em Nova York, os índices fecharam em baixa: o Dow Jones perdeu 0,13%, o S&P 500 caiu 0,01% e o Nasdaq recuou 0,16%, reforçando o descompasso entre o mercado brasileiro e o norte-americano nesta sessão.