O Ibovespa, principal índice da B3, fechou nesta quinta-feira (10/9) em alta de 1,42%, aos 188.268,59 pontos, impulsionado pelo “trade eleitoral” e pela valorização das ações da Petrobras. O índice contrariou as bolsas de Nova York, onde o Dow Jones caiu 0,60%, o S&P 500 recuou 0,48% e o Nasdaq perdeu 0,65%, pressionados pela alta do petróleo e pela possibilidade de elevação dos juros norte-americanos.
A pesquisa AtlasIntel mostrou uma disputa equilibrada entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o senador Flávio Bolsonaro em um eventual segundo turno. Flávio apareceu com 46,4% das intenções de voto, ante 46,2% de Lula, configurando empate técnico.
O cenário estimulou compras no mercado à vista e aumentou as negociações com opções de compra, conhecidas como calls. Segundo operadores, o movimento foi observado nos contratos do BOVA11, fundo negociado em Bolsa que replica o Ibovespa, e do EWZ, principal ETF de ações brasileiras negociado em Nova York.
O petróleo Brent avançou 6,34%, a US$ 107,63 por barril, com os desdobramentos da guerra no Irã. A valorização impulsionou Petrobras ON, que subiu 1,77%, e Petrobras PN, com alta de 1,45%.
A Vale recuou 1,10%, acompanhando a queda de 0,95% do minério de ferro. Entre os bancos, Bradesco avançou 3,88%, Banco do Brasil ganhou 2,80%, BTG Pactual subiu 2,35% e Itaú teve alta de 1,83%. Santander caiu 0,13%.
O Ibovespa oscilou entre 184.601,20 e 188.538,85 pontos. O volume financeiro negociado na B3 foi de R$ 30,9 bilhões.
Câmbio – No câmbio, o dólar caiu 0,19%, fechando o dia em R$ 5,10, mesmo com o fortalecimento da moeda norte-americana no exterior. A entrada de capital no Brasil e as expectativas de mudança na política econômica a partir de 2027 favoreceram o real.
O Banco Central realizou uma operação conhecida como “casadão”, combinando a venda de dólares à vista com a oferta de swaps cambiais reversos. Foram vendidos US$ 1 bilhão no mercado à vista, com seis propostas aceitas, e ofertados 20 mil contratos de swaps reversos, equivalentes a aproximadamente US$ 1 bilhão.
O DXY, índice que mede o dólar frente a uma cesta de seis moedas fortes, subia cerca de 0,30% no fim da tarde, acima dos 99 pontos. A alta ocorreu em meio às preocupações de que a valorização do petróleo aumente a inflação global e leve o Federal Reserve a adotar uma política monetária mais restritiva.
O dólar acumula queda de 0,55% na semana e de 1,49% em setembro, após ter avançado 2,16% em agosto.