O Ibovespa, principal índice da B3, fechou nesta terça-feira (8/9) em alta de 1,20%, aos 187.366,84 pontos, impulsionado pelo otimismo eleitoral e pela valorização do petróleo e do minério de ferro. O índice contrariou as bolsas de Nova York, onde o Dow Jones caiu 1,17%, o S&P 500 recuou 0,58% e o Nasdaq perdeu 0,31%, em meio às tensões no Oriente Médio e aos temores inflacionários provocados pela alta da energia.
A redução da distância entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o senador Flávio Bolsonaro nas pesquisas eleitorais levou o mercado a discutir os possíveis efeitos da disputa sobre a política fiscal a partir de 2027. Pesquisa BTG/Nexus divulgada nesta terça-feira mostrou Flávio numericamente à frente, com 46% das intenções de voto, ante 45% de Lula, mas os dois permaneceram tecnicamente empatados.
No exterior, o petróleo Brent subiu 0,95%, a US$ 97,92 por barril, maior nível em seis semanas, após ataques a instalações de energia na Arábia Saudita. O minério de ferro avançou 1,36% no contrato mais negociado em Dalian, na China.
Petrobras ON ganhou 2,36% e Petrobras PN avançou 2,08%, acompanhando a alta do petróleo. A Vale, ação de maior peso do índice, subiu 0,51%, em linha com a valorização do minério de ferro.
Entre os bancos, BTG Pactual avançou 2,18%, Bradesco ganhou 1,79%, Itaú subiu 1,22% e Banco do Brasil teve alta de 0,36%. Santander foi a exceção, com queda de 0,13%.
O Boletim Focus também permaneceu no radar ao mostrar uma redução da projeção do mercado financeiro para o IPCA de 2026, de 5,01% para 5%.
O Ibovespa oscilou entre 185.207,66 e 189.487,70 pontos. O volume financeiro negociado na B3 foi de R$ 29,8 bilhões.
Câmbio – No câmbio, o dólar caiu 0,86%, fechando o dia em R$ 5,08, menor cotação em setembro. A moeda foi pressionada pelo cenário eleitoral mais acirrado, pela crise institucional envolvendo o Supremo Tribunal Federal e pela alta do petróleo.
Além da pesquisa BTG/Nexus, os investidores repercutiram o levantamento Quaest divulgado na segunda-feira (7/9), que mostrou Lula e Flávio Bolsonaro empatados com 41% das intenções de voto. O mercado associa Flávio a uma política fiscal mais austera, reduzindo o prêmio de risco dos ativos brasileiros e favorecendo o real.
A alta do petróleo também beneficiou o real. Como o Brasil é exportador da commodity, a valorização pode ampliar a entrada de dólares no país. A moeda brasileira foi favorecida ainda pelo enfraquecimento do dólar no exterior e apresentou o segundo melhor desempenho entre as divisas emergentes no início de setembro, atrás apenas do peso colombiano.