O Ibovespa, principal índice da B3, fechou nesta segunda-feira (31/8) em alta de 1%, aos 177.418,78 pontos, no nono pregão consecutivo de valorização, impulsionado principalmente pela Petrobras e pelos bancos. Em Nova York, o Dow Jones caiu 0,70%, o S&P 500 recuou 0,33% e o Nasdaq perdeu 0,12%, diante do aumento das tensões entre Estados Unidos e Irã.
As ações da Petrobras acompanharam a alta de 2,71% do petróleo Brent, que encerrou a sessão a US$ 90,49 por barril. Petrobras ON avançou 4,23% e Petrobras PN subiu 3,38%.
A valorização do petróleo ocorreu após novos ataques envolvendo Estados Unidos e Irã. Os norte-americanos bombardearam áreas da ilha iraniana de Larak, em uma ação classificada pelo governo do Irã como violação de sua soberania. Em resposta, o país atacou bases militares dos Estados Unidos na Jordânia e nos Emirados Árabes Unidos.
O Ibovespa também foi favorecido pelo retorno dos investidores estrangeiros. Desde 21 de agosto, pouco mais de R$ 4 bilhões ingressaram na B3. No mesmo período, o índice acumulou alta de 3,7%, recuperando grande parte das perdas registradas durante o mês.
As pesquisas sobre a eleição presidencial de 2026 também permaneceram no radar. O levantamento Atlas/Bloomberg mostrou Luiz Inácio Lula da Silva com 47,1% das intenções de voto em uma simulação de segundo turno, ante 42,6% de Flávio Bolsonaro. A vantagem de Lula diminuiu 1,8 ponto percentual em relação à pesquisa anterior. Já o levantamento BTG/Nexus apontou empate técnico entre os dois.
O mercado também acompanhou a retomada das negociações comerciais entre Brasil e Estados Unidos após a imposição de uma tarifa de 25% sobre parte das importações brasileiras no final de julho.
Entre as principais ações, Vale caiu 0,93%, apesar da valorização do minério de ferro na China. No setor financeiro, Banco do Brasil ganhou 2,83%, BTG Pactual avançou 2,11%, Itaú subiu 0,84% e Bradesco teve alta de 0,64%. Santander recuou 1,50%.
O Ibovespa oscilou entre 175.664,62 e 178.585,94 pontos. O volume financeiro negociado na B3 foi de R$ 30,9 bilhões. Apesar da recuperação nas últimas sessões, o índice encerrou agosto com queda de 0,33%. Em 2026, acumula valorização de 10,11%.
Câmbio – No câmbio, o dólar à vista caiu 0,32%, fechando o dia em R$ 5,18. Segundo operadores, parte dos ajustes técnicos relacionados ao encerramento do mês já havia ocorrido nos últimos pregões, contribuindo para limitar a volatilidade da sessão.
No exterior, o DXY, índice que mede o dólar frente a uma cesta de seis moedas fortes, recuava 0,29% no fim da tarde, aos 99,412 pontos, depois de atingir a mínima de 99,370 pontos. O rendimento da Treasury de dois anos, mais sensível às expectativas para a política monetária do Federal Reserve, ficou praticamente estável.
Com o resultado da sessão, o dólar encerrou agosto com alta de 2,16% diante do real.