O Ibovespa, principal índice da B3, fechou esta terça-feira (20/1) em alta de 0,87%, aos 166.276,90 pontos, renovando o recorde de fechamento e contrariando o desempenho negativo das bolsas de Nova York. O avanço foi sustentado pela entrada de fluxo estrangeiro em mercados emergentes, em meio ao aumento das tensões tarifárias e geopolíticas entre Estados Unidos e Europa, o que tem estimulado a busca por diversificação e favorecido o Brasil via operações de carry trade, diante do elevado diferencial de juros.
No cenário doméstico, o noticiário político também entrou no radar, com expectativa em torno do encontro entre o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, e o ex-presidente Jair Bolsonaro, reacendendo especulações sobre a corrida presidencial de 2026. Na semana, o índice acumula ganho de 0,9%, enquanto no mês e no ano a valorização chega a 3,20%.
As ações de commodities e bancos puxaram o índice. A Petrobras subiu 0,85% (ON) e 0,37% (PN), acompanhando a alta superior a 1% dos contratos futuros do petróleo Brent e WTI. A Vale, papel de maior peso do Ibovespa, avançou 1,92%. No setor bancário, Bradesco (ON) ganhou 1,43% e Santander (Unit) subiu 2,01%.
No mercado de câmbio, o dólar comercial fechou em alta de 0,30%, cotado a R$ 5,38, refletindo a maior aversão ao risco no exterior após a intensificação da disputa comercial entre Estados Unidos e Europa por conta das ameaças do presidente Donald Trump de anexar a Groenlândia. A valorização da moeda americana ocorreu em sintonia com o movimento global, após o anúncio de novas tarifas pelos EUA e a sinalização de retaliação por parte da União Europeia, enquanto as bolsas de Nova York registraram quedas expressivas no pregão.