O Ibovespa, principal índice da B3, fechou nesta terça-feira (21/7) praticamente estável, em leve queda de 0,03%, aos 173.325,65 pontos, na quinta desvalorização consecutiva. As altas da Petrobras, da Vale e dos principais bancos evitaram perdas maiores, mas o movimento perdeu força diante das tensões no Oriente Médio, das incertezas sobre uma possível tarifa dos Estados Unidos contra produtos brasileiros e do baixo volume de negócios.
A bolsa brasileira operou em descompasso com as bolsas de Nova York, impulsionadas pelo otimismo com os resultados do setor de semicondutores. O Dow Jones subiu 0,74%, o S&P 500 avançou 0,80% e o Nasdaq ganhou 1,29%.
Durante o pregão, o Ibovespa oscilou entre a mínima de 172.218,88 pontos, em queda de 0,66%, e a máxima de 173.719,50 pontos, em alta de 0,20%. O volume financeiro negociado na B3 ficou em R$ 18,2 bilhões. Em julho, o índice acumula valorização de 0,76% e, no ano, avanço de 7,57%.
Os investidores acompanharam a escalada das tensões no Oriente Médio, com Estados Unidos e Irã elevando o tom bélico em meio aos ataques na região. O mercado também monitorou a possibilidade de os EUA anunciarem ainda nesta semana uma nova tarifa de 12,5% sobre produtos brasileiros, após a conclusão de uma investigação sobre a importação de manufaturados com suspeita de utilização de trabalho análogo à escravidão.
Entre as ações de maior peso, a Petrobras avançou 1,43% nas ordinárias e 1,24% nas preferenciais, acompanhando a alta de 2% do petróleo Brent, a US$ 91 por barril. A commodity foi favorecida pelas preocupações com possíveis interrupções no transporte marítimo nos estreitos de Ormuz e Bab el-Mandeb.
A Vale subiu 0,43%, apesar da queda do minério de ferro no exterior, em meio à expectativa pela divulgação dos dados operacionais do segundo trimestre. Entre os bancos, o Banco do Brasil ganhou 3,52%, Bradesco avançou 0,76%, Santander subiu 0,74% e Itaú Unibanco teve alta de 0,54%.
Câmbio – No câmbio, o dólar caiu 0,31%, fechando o dia em R$ 5,07, mesmo com o fortalecimento da moeda americana no exterior. A alta do petróleo e o fluxo de investidores estrangeiros atraídos pelos juros elevados no Brasil favoreceram o real, que apresentou o segundo melhor desempenho entre as moedas de países emergentes, atrás apenas do peso colombiano.
O DXY, índice que compara o dólar a uma cesta de moedas de países desenvolvidos, avançou 0,23%. A moeda americana acumula quedas de 0,73% na semana, 1,73% no mês e 7,57% em 2026 diante do real.