Ibovespa recua com ruído do Copom; dólar fecha o dia a R$ 5,17

O Ibovespa, principal índice da B3, fechou nesta quinta-feira (18/6) em queda de 0,10%, aos 168.277,55 pontos, pressionado pela repercussão do comunicado do Copom após o corte da Selic e em descompasso com as bolsas de Nova York, onde o Dow Jones subiu 0,14%, o S&P 500 avançou 1,09% e o Nasdaq ganhou 1,91%.

Embora o Banco Central tenha reduzido a taxa Selic em 0,25 ponto percentual, para 14,25% ao ano, como o mercado esperava, o comunicado levantou dúvidas sobre os próximos passos da política monetária. O principal ponto de atenção foi a menção a projeções de inflação abaixo da meta de 3% no primeiro trimestre de 2028, horizonte que ainda nem entrou oficialmente no foco do Copom. No pregão, o Ibovespa oscilou entre 169.542,37 pontos na máxima intradiária e 167.910,63 pontos na mínima, com volume financeiro de R$ 26,1 bilhões.

Entre as blue chips, Vale subiu 0,20%, mesmo com a queda de 1,13% do minério de ferro, enquanto Petrobras ON avançou 0,73% e Petrobras PN ganhou 0,14%, acompanhando a estabilidade do petróleo. No setor bancário, o desempenho foi misto: Santander Unit caiu 1,33%, Itaú PN recuou 0,76% e Bradesco cedeu 0,46%, enquanto BTG Pactual e Banco do Brasil avançaram 0,91% e 0,62%, respectivamente.

Câmbio – No mercado de câmbio, o dólar subiu 1,32%, fechando o dia em R$ 5,17, impulsionado pelo fortalecimento global da moeda americana após a decisão do Federal Reserve e pela leitura mais negativa do mercado sobre o comunicado do Copom.

O avanço da moeda americana ganhou força com o tom mais duro adotado pelo novo presidente do Fed, Kevin Warsh, que reforçou a percepção de juros elevados por mais tempo nos Estados Unidos. No exterior, o índice DXY avançou mais de 0,70% e alcançou 100,8 pontos, enquanto, no Brasil, a interpretação de maior flexibilidade do Banco Central para seguir cortando juros pressionou o real, mesmo em um ambiente de alívio geopolítico após o memorando de entendimento entre EUA e Irã.