O Ibovespa, principal índice da B3, fechou nesta quinta-feira (22/10) em queda de 1,15%, aos 204.120,12 pontos, pressionado pela aversão ao risco no exterior e pela cautela antes do segundo turno das eleições brasileiras. Em Nova York, o desempenho foi misto: o Dow Jones subiu 0,02%, enquanto o S&P 500 perdeu 1,21% e o Nasdaq caiu 2,60%.
A escalada do conflito no Oriente Médio levou o petróleo Brent a subir 4%, renovando as preocupações com os efeitos da commodity sobre a inflação e os juros globais. No Brasil, novas pesquisas mantiveram o cenário de empate técnico entre Flávio Bolsonaro e Luiz Inácio Lula da Silva. O Ibovespa oscilou entre 203.051,87 e 206.493,11 pontos, com volume financeiro de R$ 39,5 bilhões.
A Vale caiu 3,97% e voltou a pressionar o índice. As ações da Petrobras tiveram desempenho misto apesar da alta do petróleo: os papéis ordinários recuaram 0,03%, enquanto os preferenciais avançaram 0,14%. Entre os bancos, Bradesco perdeu 2,08%, Itaú caiu 1,84%, BTG Pactual recuou 1,37%, Santander cedeu 1,35% e Banco do Brasil teve baixa de 0,75%.
Com o resultado do pregão, o Ibovespa acumula queda de 0,64% na semana, mas ainda sobe 9,54% em outubro.
Câmbio – O dólar subiu 0,22%, fechando o dia em R$ 5,03. A moeda refletiu o aumento da aversão ao risco provocado pela escalada do petróleo e as preocupações com o financiamento do setor de inteligência artificial, além da cautela relacionada ao segundo turno.
O movimento ocorreu apesar do enfraquecimento do dólar no exterior. O DXY, índice que mede o desempenho da moeda norte-americana diante de uma cesta de seis moedas fortes, recuava 0,14% no fim da tarde, aos 101,637 pontos.
Apesar de duas altas consecutivas, o dólar acumula queda de 0,67% na semana e de 2,62% em outubro.