O Ibovespa, principal índice da B3, fechou nesta terça-feira (6/10) em queda de 0,52%, aos 205.835,29 pontos, pressionado pela realização de lucros após a forte valorização do primeiro pregão depois das eleições. O resultado destoou de Nova York, onde o Dow Jones subiu 0,49%, o S&P 500 avançou 0,58% e o Nasdaq ganhou 0,45%.
Apesar do recuo, o índice permaneceu acima dos 200 mil pontos e acumula alta de 10,46% nos quatro primeiros pregões de outubro. No ano, a valorização chega a 27,75%.
O cenário eleitoral continuou no centro das atenções após o primeiro turno. Analistas associam uma eventual alternância de poder à possibilidade de maior controle fiscal e juros mais baixos no futuro, mas ponderam que a continuidade do movimento dependerá das propostas econômicas apresentadas até o segundo turno.
As ações da Petrobras devolveram parte dos ganhos da véspera: os papéis ordinários caíram 1,80% e os preferenciais recuaram 2,78%. A Vale perdeu 1,44%, em um pregão ainda sem a referência do minério de ferro na China, devido ao feriado no país.
Entre os bancos, Bradesco avançou 4,40%, Santander subiu 3,23% e Itaú ganhou 1,96%. Na direção contrária, Banco do Brasil caiu 6,42% e BTG Pactual recuou 2,81%.
O Ibovespa oscilou entre 204.725,23 e 209.522,60 pontos. O volume financeiro negociado na B3 foi de R$ 58,5 bilhões.
Câmbio – O dólar caiu 0,52%, fechando o dia em R$ 4,97, abaixo de R$ 5 pela primeira vez desde 12 de maio. A moeda acompanhou o ambiente mais favorável às divisas de países emergentes e a redução do prêmio de risco atribuído aos ativos brasileiros depois do primeiro turno.
Nos dois últimos pregões, o dólar acumula queda de 4,62%. No ano, a desvalorização da moeda norte-americana diante do real supera 9%.
No exterior, o DXY, índice que mede o desempenho do dólar diante de uma cesta de seis moedas fortes, recuava 0,31% no fim da tarde, aos 101,848 pontos. O movimento foi influenciado principalmente pela recuperação do euro, que vinha sendo pressionado pelas preocupações com as contas públicas da França.