Ibovespa recua 0,46%, na contramão das bolsas norte-americanas

O Ibovespa, principal índice da B3, fechou nesta quinta-feira (16) em queda de 0,46%, aos 196.818,60 pontos, em um movimento de correção após a sequência recente de altas. Nos Estados Unidos as bolsas fecharam em alta, o Dow Jones subiu 0,22%, o S&P 500 avançou 0,26% e o Nasdaq ganhou 0,36%, com os investidores ainda atentos aos desdobramentos geopolíticos no Oriente Médio e aos possíveis efeitos do conflito sobre a economia global.

Ao longo do pregão, o índice brasileiro chegou a operar acima dos 197 mil pontos, mas perdeu força e encerrou perto da mínima do dia. O mercado seguiu cauteloso diante das incertezas sobre a duração do cessar-fogo de 10 dias entre Israel e Líbano, mediado pelos Estados Unidos, e sobre seus desdobramentos nas negociações mais amplas envolvendo o Irã.

No Brasil, o IBC-Br, considerado uma prévia do PIB, subiu 0,6% em fevereiro, acima do esperado, enquanto declarações do diretor do Banco Central, Paulo Picchetti, reforçaram a avaliação de que a autoridade monetária não pretende antecipar sinalizações sobre os próximos passos da Selic. Com o recuo do dia, o Ibovespa passa a acumular queda de 0,27% na semana, mas ainda sobe 4,98% em abril e 22,13% no ano.

Entre as principais ações do índice, Petrobras ON avançou 4,21% e Petrobras PN ganhou 3,33%, acompanhando a nova alta do petróleo no mercado internacional. Já a Vale caiu 1,27%. No setor bancário, o desempenho foi misto, com Banco do Brasil ON em baixa de 1,11% e Bradesco PN em alta de 0,53%. O volume financeiro negociado na B3 somou R$ 30,7 bilhões.

No mercado de câmbio, o dólar fechou praticamente estável, com leve alta de 0,01%, cotado a R$ 4,99, interrompendo uma sequência de cinco quedas consecutivas. A moeda refletiu a liquidez mais reduzida e a postura cautelosa dos investidores diante do quadro geopolítico, ainda que o real continue encontrando suporte no diferencial de juros domésticos, por meio das operações de carry trade.

O avanço do petróleo também permaneceu no radar. Nesta quinta-feira, o WTI subiu 3,72%, para US$ 94,69 o barril, enquanto o Brent avançou 4,7%, a US$ 99,39. No exterior, o índice DXY, que mede o comportamento do dólar frente a uma cesta de seis moedas fortes, voltou a superar os 98 pontos ao longo do dia, em sinal de fortalecimento da divisa americana