O mercado seguiu reagindo à escalada das tensões no Oriente Médio, depois de novas ameaças do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ao Irã, o que manteve no radar o temor de inflação global e de prolongamento da guerra. No Brasil, investidores também acompanharam o noticiário político e eleitoral, em meio ao enfraquecimento da pré-candidatura de Flávio Bolsonaro e à repercussão de pesquisa AtlasIntel/Bloomberg. No pregão, o índice oscilou entre 176.973,24 pontos na máxima e 173.543,76 pontos na mínima, com volume financeiro de R$ 26,1 bilhões.
Entre as blue chips, a queda foi espalhada. A Vale recuou 0,99%, enquanto a Petrobras caiu 0,23% nas ordinárias e 0,75% nas preferenciais. No setor bancário, Itaú PN perdeu 2,12% e BTG Pactual Unit recuou 2,05%, ajudando a aprofundar as perdas do índice. Com o resultado, o Ibovespa passou a acumular baixa de 1,70% na semana e de 6,96% no mês, reduzindo o ganho de 2026 para 8,16%.
No mercado de câmbio, o dólar subiu 0,84% nesta terça-feira (19/5), a R$ 5,04, acompanhando a alta dos rendimentos dos Treasuries e a percepção de que o Federal Reserve pode manter os juros elevados por mais tempo. A moeda também foi influenciada pela piora do ambiente político local e voltou a superar o nível de R$ 5.
Além disso, o câmbio refletiu a alta do índice DXY, que voltou a superar os 99 pontos, e a cautela com os próximos eventos do mercado, como a divulgação da ata do Fed e o balanço da Nvidia. Mesmo com a leve queda do Brent, de 0,73%, para US$ 111,28 o barril, o petróleo seguiu em patamar elevado, mantendo a geopolítica como principal vetor dos ativos globais.