Ibovespa interrompe quedas e dólar recua para R$ 5,22 no dia

O Ibovespa, principal índice da B3, fechou nesta terça-feira (29/9) em alta de 0,46%, aos 183.827,59 pontos, apoiado pelas ações de consumo e pelo posicionamento dos investidores às vésperas das eleições. O resultado destoou de Nova York, onde o Dow Jones caiu 0,25%, o S&P 500 recuou 0,16% e o Nasdaq perdeu 0,09%.

O índice interrompeu uma sequência de quatro pregões consecutivos de queda. Em setembro, o Ibovespa acumula alta de 3,61% e, no ano, avança 14,1%.

O Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), indicador que acompanha a criação de vagas formais no país, mostrou a abertura de 165.827 postos de trabalho em agosto. O resultado superou as projeções e foi o maior para o mês desde 2022.

Os dados deram suporte às ações de consumo. O Índice de Consumo da B3 subiu 0,95%, enquanto o Índice Imobiliário avançou 1,55%.

Petrobras ON subiu 0,09% e Petrobras PN avançou 0,78%, apesar da queda do petróleo. Vale recuou mais de 2% e limitou a valorização do índice.

Entre os bancos, Banco do Brasil ganhou 2,56%, Itaú subiu 1,41%, BTG Pactual avançou 0,96% e Bradesco teve alta de 0,68%. Santander caiu 0,40%.

O Ibovespa oscilou entre 181.562,24 e 183.951,05 pontos. O volume financeiro negociado na B3 foi de R$ 25,2 bilhões.

Câmbio – O dólar caiu 0,18%, fechando a R$ 5,22, acompanhando a desaceleração da moeda americana no exterior e a redução dos ganhos dos Treasuries, títulos do Tesouro dos Estados Unidos.

John Williams, presidente do Federal Reserve de Nova York, afirmou que não há urgência para apertar a política monetária, embora considere possível uma nova alta dos juros ainda neste ano.

Apesar da queda do dólar ante o real, o DXY, índice que mede a moeda americana diante de uma cesta de seis moedas fortes, subia 0,21% no fim da tarde, aos 101,410 pontos.