Ibovespa fica estável com tensão externa; dólar cai a R$ 5,14

O Ibovespa, principal índice da B3, fechou nesta segunda-feira (6/4) próximo da estabilidade, em leve alta de 0,06%, aos 188.161,97 pontos, em um pregão marcado pela cautela diante das tensões no Oriente Médio. O movimento ocorreu em linha com o desempenho positivo das bolsas de Nova York, onde o Dow Jones subiu 0,35%, o S&P 500 avançou 0,45% e o Nasdaq ganhou 0,54%, à medida que os investidores monitoraram os desdobramentos envolvendo Estados Unidos e Irã.

O mercado reagiu a novas declarações do presidente dos EUA, Donald Trump, que voltou a afirmar que o prazo para um acordo com o Irã se encerra nesta terça-feira (7), às 21h (horário de Brasília), reiterando a possibilidade de ações militares em caso de impasse. Apesar do tom duro, a postura já era amplamente esperada, o que ajudou a conter uma piora mais acentuada nos ativos. Além disso, o resgate de dois pilotos americanos em território iraniano contribuiu para reduzir momentaneamente a percepção de risco.

Com o resultado, o Ibovespa emplaca a quinta sessão consecutiva de alta, acumulando ganho de 0,37% em abril. No ano, o índice sobe 16,78%.

Entre os destaques, a alta do petróleo no mercado internacional deu suporte às ações da Petrobras, que avançaram 1,15% (ON) e 1,64% (PN). Já a Vale recuou 0,55%, em um pregão sem referência do minério de ferro na China, devido a feriado local. No setor bancário, o desempenho foi misto, com Santander Brasil em queda de 0,54% e Bradesco em alta de 1,10%.

Câmbio – No câmbio, o dólar fechou o dia em queda de 0,26%, a R$ 5,14, no menor nível de fechamento desde 27 de fevereiro. O movimento acompanhou a fraqueza da moeda americana no exterior e refletiu um maior apetite por ativos de países emergentes, mesmo em meio ao noticiário geopolítico.

Ao longo do dia, declarações de Trump trouxeram volatilidade ao mercado ao combinar ameaças de escalada militar com sinais de avanço nas negociações diplomáticas. O presidente classificou propostas recentes do Irã como um “grande passo”, ainda que insuficientes, reforçando um ambiente de incerteza.

Após subir 0,87% em março, o dólar acumula queda de 0,62% nos primeiros pregões de abril. No ano, a divisa registra perdas de 6,24%.