O Ibovespa, principal índice da B3, fechou nesta quarta-feira (26/8) praticamente estável, com leve alta de 0,01%, aos 174.586,27 pontos. O resultado refletiu a perda de força das ações brasileiras após a divulgação do PCE nos Estados Unidos, o índice que mede a inflação naquele país. Em Nova York, o Dow Jones caiu 0,21%, o S&P 500 recuou 0,02% e o Nasdaq perdeu 0,08%.
O PCE subiu 0,2% em julho nos EUA, levemente acima das expectativas. O resultado reforçou as incertezas sobre a política monetária norte-americana, com a possibilidade de o Federal Reserve manter os juros elevados por mais tempo.
No Brasil, o IPCA-15 registrou deflação de 0,40% em agosto, abaixo das expectativas. A taxa acumulada em 12 meses desacelerou de 4,52% para 4,24%, abaixo do teto da meta da inflação, reforçando as apostas na continuidade dos cortes da Selic.
Entre as principais ações, Vale caiu 0,32%, Petrobras ON recuou 0,11%, enquanto Petrobras PN avançou 0,24%. No setor financeiro, Bradesco subiu 1,25% e Itaú ganhou 0,03%, enquanto Banco do Brasil caiu 0,26% e BTG Pactual recuou 0,24%.
O Ibovespa oscilou entre 174.208,48 e 176.296,49 pontos. O volume financeiro negociado na B3 foi de R$ 29,9 bilhões.
Câmbio – No câmbio, o dólar subiu 0,22%, fechando o dia em R$ 5,15. A moeda acompanhou a valorização no exterior e a alta dos rendimentos dos Treasuries após a divulgação do PCE. O mercado também incorporou prêmios de risco relacionados à proximidade da eleição presidencial brasileira.
O real permaneceu apoiado pelos juros domésticos elevados, mesmo com a expectativa de um novo corte de 0,25 ponto percentual da Selic em setembro. O dólar acumula alta de 0,13% na semana e de 1,61% em agosto, mas registra queda de 6,14% em 2026.
O DXY, índice que mede o desempenho do dólar diante de uma cesta de seis moedas fortes, superou os 99 pontos e atingiu a máxima de 99,231 pontos. O indicador acumula alta de 0,30% na semana, mas recua aproximadamente 0,65% em agosto.