O Ibovespa, principal índice da B3, fechou nesta quarta-feira (25/2) em leve baixa de 0,13%, aos 191.247,46 pontos. Apesar do recuo no encerramento, o índice voltou a renovar a máxima histórica intradia ao tocar 192.623,56 pontos. O desempenho ficou na contramão das bolsas internacionais, que encerraram o dia em alta.
Nos Estados Unidos, os principais índices de Nova York fecharam mais um pregão no campo positivo, impulsionados pela expectativa em torno do balanço trimestral da Nvidia. O Dow Jones subiu 0,63%, o S&P 500 avançou 0,81% e o Nasdaq registrou alta de 1,26%, refletindo o apetite por risco no setor de tecnologia.
No cenário doméstico, a Bolsa brasileira contou com o suporte das ações ligadas a commodities metálicas, acompanhando a valorização do minério de ferro na bolsa de Dalian, na China, onde os contratos futuros avançaram 1,42%, favorecendo mineradoras e siderúrgicas. A Vale subiu 2,55% e ajudou a limitar as perdas do índice. Já a Petrobras teve desempenho moderado, com as ações ordinárias (PETR3) em alta de 0,28% e as preferenciais (PETR4) estáveis. O setor financeiro, por sua vez, passou por realização de lucros: Santander (Unit) caiu 3,94%, acumulando queda de 6,32% na semana. Em sentido oposto, Banco do Brasil (ON) avançou 1,70% e o BTG Pactual subiu 1,06%.
Investidores também acompanharam pesquisas eleitorais e a movimentação política que antecede a corrida presidencial. Levantamento Atlas/Bloomberg divulgado pela manhã apontou recuo nas intenções de voto do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Parte do mercado avalia que a possibilidade de alternância de poder pode influenciar expectativas fiscais e econômicas, com impacto direto sobre os ativos locais.
No mercado de câmbio, o dólar recuou 0,60%, fechando a R$ 5,12, no quinto dia consecutivo de valorização do real frente à moeda norte-americana. O movimento acompanhou a desvalorização global do dólar diante de outras divisas, em meio ao ambiente externo mais favorável ao risco, já refletido no desempenho positivo das bolsas em Nova York.