Ibovespa fecha em alta de 1,40%, superando os 191 mil pontos

O Ibovespa, principal índice da B3, fechou nesta terça-feira (24/2) em alta de 1,40%, aos 191.490,40 pontos, renovando seu recorde de fechamento pela 13ª vez em 2026 e encerrando, pela primeira vez, acima dos 191 mil pontos. A valorização refletiu o otimismo dos investidores com a entrada em vigor das novas tarifas comerciais dos Estados Unidos em 10%, abaixo dos 15% que vinham sendo considerados por parte do mercado.

A alta do índice brasileiro esteve em linha com as bolsas internacionais, que também avançaram diante do maior apetite a risco. Em Nova York, o Dow Jones subiu 0,76%, o S&P 500 avançou 0,77% e o Nasdaq ganhou 1,05%.

A definição da nova alíquota comercial ocorreu após a Suprema Corte americana derrubar as chamadas “tarifas recíprocas” sancionadas pelo presidente Donald Trump. O patamar de 10% reduziu temores de escalada na guerra comercial, ainda que permaneçam incertezas.

No cenário doméstico, o Banco Central informou déficit de US$ 8,360 bilhões nas transações correntes em janeiro, menor que o registrado no mesmo mês de 2025. A Receita Federal também divulgou arrecadação recorde para janeiro, de R$ 325,7 bilhões, maior valor da série histórica iniciada em 1995. No pregão, o Ibovespa oscilou entre 188.854,45 pontos, na mínima, e 191.780,77 pontos, na máxima intradiária histórica, com volume financeiro de R$ 31,8 bilhões. No ano, o Ibovespa acumula alta de 18,85%.

Entre as principais blue-chips, os bancos lideraram os ganhos após a realização de lucros da sessão anterior. O Santander Brasil avançou 3,41%, depois de ter recuado cerca de 5% na véspera. O Banco do Brasil (ON) subiu 1,76% e o Itaú (PN) ganhou 1,52%. As ações da Petrobras também tiveram desempenho expressivo, com alta de 2,28% nas ON e 2,54% nas PN, mesmo com a queda dos preços do petróleo Brent e WTI no exterior. A Vale avançou 0,39%, com a retomada das negociações do minério de ferro após o feriado prolongado na China.

No mercado de câmbio, o dólar caiu 0,26% no dia, fechando a R$ 5,15, no menor patamar desde maio de 2025, acumulando o quarto pregão consecutivo de desvalorização frente ao real. A moeda perdeu força em meio ao ambiente global mais favorável ao risco, após a confirmação da tarifa de 10% pelos Estados Unidos.