Ibovespa deve abrir com volatilidade nesta segunda-feira

Estrategistas de instituições financeiras internacionais projetam uma abertura volátil para o Ibovespa nesta segunda-feira (16/3), com os investidores monitorando principalmente a evolução da guerra no Oriente Médio e o comportamento do petróleo no mercado internacional.

O principal fator de transmissão da crise para os mercados continua sendo o preço da energia. Analistas consideram que o petróleo virou o principal indicador de risco do mercado neste momento. Enquanto houver incerteza sobre o fluxo de energia no Golfo, os ativos de risco devem oscilar bastante.

No caso do Brasil, o impacto tende a ser ambíguo. De um lado, o aumento da aversão ao risco global pode pressionar os mercados emergentes e provocar oscilações no fluxo de capital. De outro, o país se beneficia parcialmente do choque de commodities, por conta da entrada de dólares, já que é exportador relevante de petróleo e matérias-primas.

Nos últimos pregões, essa dinâmica já ficou evidente. O Ibovespa alternou sessões de forte queda — quando o petróleo ultrapassou a marca de US$ 100 por barril e o risco geopolítico aumentou — com momentos de recuperação, puxados principalmente por ações ligadas a commodities, como Petrobras e empresas do setor de energia. Segundo analistas, esse padrão pode continuar nos próximos dias.

Para esta segunda-feira, a avaliação predominante é que o comportamento do índice brasileiro dependerá sobretudo de dois fatores: a direção dos preços do petróleo e o desempenho dos futuros de Wall Street. Caso haja estabilização nas cotações da commodity ou sinais de redução das tensões no Golfo, o Ibovespa pode acompanhar uma recuperação externa. Caso contrário, analistas esperam continuidade da volatilidade.