Ibovespa caiu 0,51% e dólar fechou o pregão estável

O Ibovespa, principal índice da B3, fechou nesta terça-feira (28/4) em queda de 0,51%, aos 188.618,69 pontos, pressionado pela divulgação do IPCA-15 de abril e pela cautela dos investidores antes da superquarta de juros no Brasil e nos Estados Unidos. O movimento veio em linha com Nova York, onde o Dow Jones caiu 0,06%, o S&P 500 recuou 0,49% e o Nasdaq perdeu 0,90%.

A prévia da inflação oficial subiu 0,89% em abril, abaixo do esperado, mas a composição do índice seguiu sendo vista como pressionada. Ao mesmo tempo, o mercado continuou monitorando as tensões no Oriente Médio e os efeitos do fechamento do Estreito de Ormuz sobre o petróleo. No cenário doméstico, a expectativa majoritária é de um corte de 0,25 ponto percentual na Selic, para 14,50% ao ano.

O Ibovespa completou a quinta sessão consecutiva de queda e passou a acumular baixa de 1,11% na semana, embora ainda suba 0,62% no mês. Entre as blue chips, a Petrobras limitou perdas maiores, com alta de 0,72% nas ordinárias e de 0,32% nas preferenciais, acompanhando o petróleo. A Vale, por sua vez, caiu 1,30%, enquanto no setor financeiro o desempenho foi misto, de recuo de 0,84% em Santander a alta de 0,25% em Itaú.

Câmbio – No mercado de câmbio, o dólar fechou o dia praticamente estável, em R$ 4,98, em um pregão marcado pela retomada do apetite por moedas latino-americanas e pela atuação de exportadores. Fatores técnicos de fim de mês, como a rolagem de posições no mercado futuro, também contribuíram para a volatilidade da sessão.

O real seguiu amparado por fatores estruturais, como os termos de troca favoráveis ao Brasil em um ambiente de petróleo elevado e o diferencial de juros, que sustenta operações de carry trade. Ainda assim, a expectativa no mercado é de continuidade da valorização da moeda brasileira em ritmo mais moderado, diante das incertezas externas e da proximidade das decisões de política monetária