O Ibovespa, principal índice da B3, fechou nesta quinta-feira (24/9) em queda de 0,99%, aos 183.965,91 pontos, pressionado pela alta do petróleo e pela expectativa de juros elevados nos Estados Unidos. O resultado acompanhou o viés predominantemente negativo de Nova York, onde o Dow Jones caiu 0,31%, o S&P 500 recuou 0,02% e o Nasdaq avançou 0,01%.
O petróleo voltou a pressionar os mercados em meio às incertezas sobre as tensões entre Estados Unidos e Irã. O Brent subiu 3,41%, para US$ 106,60 por barril, acumulando valorização de quase 4% na semana e superior a 18% no mês.
Dados da economia americana reforçaram a perspectiva de juros elevados por mais tempo. Os pedidos semanais de auxílio-desemprego ficaram abaixo do esperado e as vendas de moradias novas superaram as projeções. Dirigentes regionais do Federal Reserve também defenderam uma postura mais firme no combate à inflação.
No Brasil, os investidores acompanharam o cenário eleitoral e os desdobramentos políticos envolvendo Flávio Bolsonaro. O Relatório de Política Monetária do Banco Central reduziu de 2% para 1,8% a projeção de crescimento da economia brasileira em 2026.
As ações da Petrobras caíram mesmo com a valorização do petróleo. Petrobras ON recuou 0,86% e Petrobras PN perdeu 0,69%. Vale caiu 1,15%.
No setor financeiro, Banco do Brasil recuou 2,84%, BTG Pactual caiu 1,49%, Bradesco perdeu 1,39% e Itaú teve baixa de 1,18%. Santander avançou 0,51%.
O Ibovespa oscilou entre 183.834,97 e 186.211,43 pontos. O volume financeiro negociado na B3 foi de R$ 26,5 bilhões.
Câmbio – O dólar subiu 0,49%, fechando a R$ 5,19, acompanhando o fortalecimento da moeda americana no exterior, a alta do petróleo e o avanço dos rendimentos dos Treasuries, títulos do Tesouro dos Estados Unidos.
O DXY, índice que mede o dólar ante uma cesta de seis moedas fortes, avançava 0,18% no fim da tarde, aos 101,274 pontos. O indicador chegou a 101,398 pontos e operou nos maiores níveis desde julho.
A alta do petróleo aumentou a cautela nos mercados, embora possa favorecer o real ao melhorar os termos de troca do Brasil, relação entre os preços dos produtos exportados e importados pelo país.