Ibovespa cai pelo 8º dia e dólar sobe com forte saída estrangeira

O Ibovespa, principal índice da B3, fechou nesta quinta-feira (13/8) em queda de 0,23%, aos 167.100,95 pontos, pressionado pela saída de investidores estrangeiros, pelos balanços corporativos e pelas preocupações eleitorais e fiscais. Foi a oitava baixa consecutiva, a maior sequência em três anos. A bolsa brasileira operou em descompasso com as bolsas de Nova York, onde o Dow Jones subiu 0,13%, o S&P 500 avançou 0,66% e o Nasdaq ganhou 0,81%.

Além das dúvidas sobre a condução da economia após as eleições, o mercado acompanhou o projeto que reduz a tributação dos combustíveis mas amplia despesas públicas e autoriza gastos da área de Defesa fora da meta fiscal em 2026. A migração de recursos globais para mercados com maior exposição a empresas ligadas à inteligência artificial também pressionou os ativos brasileiros.

O Ibovespa oscilou entre 166.196,92 e 168.515,49 pontos, com volume financeiro de R$ 28,1 bilhões. A Hapvida despencou 33,09%, enquanto Banco do Brasil caiu 4,16%, Vale recuou 1,75%, Itaú perdeu 0,31% e Bradesco cedeu 0,48%. Petrobras ON e PN avançaram 0,89% e 1,09%, respectivamente, enquanto BTG ganhou 1,29% e Santander subiu 0,71%.

No câmbio, o dólar subiu 0,25%, fechando o dia em R$ 5,19, na quarta valorização consecutiva. A redução das posições estrangeiras em ativos brasileiros, o cenário eleitoral e as preocupações fiscais pressionaram o real. A moeda americana acumula altas de 2,15% na semana e de 2,42% em agosto.

No exterior, o DXY, índice que mede o desempenho do dólar diante de uma cesta de seis moedas globais, recuava 0,04%, aos 99,972 pontos, após alcançar 100,083 durante o pregão. O PPI, índice de preços ao produtor norte-americano, ficou estável em julho e reduziu as apostas em alta dos juros pelo Federal Reserve em setembro e outubro. O petróleo caiu mais de 2%, mas permaneceu acima de US$ 80 por barril.