Ibovespa cai pelo 5º dia e dólar sobe a R$ 5,11

O Ibovespa, principal índice da B3, fechou nesta segunda-feira (10/8) em queda de 0,19%, aos 172.179,93 pontos, na quinta baixa consecutiva, pressionado pelas tensões no Oriente Médio e pelos receios de novas pressões inflacionárias. O índice seguiu as bolsas de Nova York, onde o Dow Jones recuou 0,11%, o S&P 500 caiu 0,06% e o Nasdaq perdeu 0,32%.

As incertezas sobre a reabertura do Estreito de Ormuz aumentaram depois de o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmar que o Irã deverá pagar compensações pela guerra. O petróleo Brent subiu 4,99%, fechando a US$ 87,72 por barril, enquanto o WTI avançou 5,05%, encerrando o dia a US$ 82,13.

O Ibovespa oscilou entre 171.524,22 e 172.935,59 pontos, com volume financeiro de R$ 18,9 bilhões. A Petrobras ganhou 3,33% nas ações ordinárias e preferenciais, enquanto a Vale avançou 1,28%. Itaú caiu 0,81%, Bradesco recuou 0,75%, Banco do Brasil perdeu 0,15% e Santander cedeu 0,07%.

No cenário doméstico, o Boletim Focus reduziu para 5,02% a projeção para o IPCA de 2026. Os investidores também aguardam a divulgação da inflação oficial de julho e da ata do Copom, após o órgão reduzir a Selic de 14,25% para 14% ao ano na semana passada.

No câmbio, o dólar subiu 0,53%, fechando o dia em R$ 5,11. A alta do petróleo, a aversão ao risco e as incertezas políticas domésticas pressionaram o real. O DXY, índice que mede o desempenho do dólar diante de uma cesta de seis moedas globais, atingiu 99,829 pontos durante a tarde, também favorecido pela defesa de juros americanos mais altos feita por Beth Hammack, presidente do Fed de Cleveland.