O Ibovespa, principal índice da B3, fechou nesta segunda-feira (1/6) em queda de 0,91%, aos 172.197,46 pontos, pressionado pelo aumento das tensões no Oriente Médio e pela continuidade da migração de recursos para mercados desenvolvidos, especialmente os ligados à inteligência artificial. Em Nova York, o movimento foi oposto: o Dow Jones subiu 0,09%, o S&P 500 avançou 0,26% e o Nasdaq ganhou 0,42%.
O mercado reduziu a exposição a ativos de maior risco diante da deterioração das relações entre Irã e Israel. O índice oscilou entre 173.975,31 pontos na máxima intradiária e 171.792,82 pontos na mínima, com volume financeiro de R$ 28,8 bilhões. Apesar da sequência recente de perdas, a bolsa brasileira ainda acumula alta de 6,87% em 2026.
Entre as blue chips, a Vale caiu 1,35% e o setor bancário recuou em bloco, com destaque para Itaú, que perdeu 1,66%. Na outra ponta, a Petrobras ajudou a conter perdas maiores do índice, com alta de 1,31% nas ações ordinárias e de 0,88% nas preferenciais, acompanhando a valorização do petróleo.
Câmbio – No mercado de câmbio, o dólar caiu 0,40%, fechando o dia em R$ 5,02, beneficiado pela alta do petróleo, mesmo em um ambiente de fortalecimento global da moeda americana. O Brent para agosto chegou a superar US$ 97 por barril ao longo do dia e encerrou a sessão em US$ 94,98, com avanço de 4,24%.
O real teve desempenho melhor que o de outras moedas emergentes por conta da condição do Brasil de exportador líquido de petróleo e também pela percepção de que a Selic deverá seguir elevada por mais tempo. No exterior, o índice DXY rondava os 99,2 pontos no fim da tarde.