Ibovespa cai com tensão em Ormuz; dólar fecha o dia a R$ 5,13

O Ibovespa, principal índice da B3, fechou nesta segunda-feira (13/7) em queda de 1,20%, aos 175.739,08 pontos, pressionado pelo aumento das tensões no Oriente Médio, especialmente no Estreito de Ormuz. A bolsa brasileira seguiu as bolsas de Nova York, onde o Dow Jones caiu 0,26%, o S&P 500 recuou 0,79% e o Nasdaq perdeu 1,55%.

O mercado reagiu às declarações do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, sobre querer controlar a região e cobrar taxas das embarcações, além de anunciar o bloqueio de portos e áreas costeiras do Irã. Teerã classificou a medida como uma agressão direta e prometeu reagir. No pregão, o Ibovespa oscilou entre 178.153,90 pontos na máxima e 175.567,05 pontos na mínima, com volume financeiro de R$ 19,6 bilhões.

Entre as blue chips, a alta da Petrobras, resultado da disparada do petróleo, ajudou a limitar uma queda maior do índice. As ações ordinárias avançaram 3,44% e as preferenciais subiram 2,55%, enquanto o Brent ganhou 9,5%, fechando a US$ 83,30 por barril. Na direção oposta, a Vale caiu 1,79%. Os bancos também pressionaram, com recuos de 2,06% do BTG Pactual, de 1,76% do Itaú PN e de 1,65% do Banco do Brasil.

Câmbio – No mercado de câmbio, o dólar subiu 0,47%, fechando o dia em R$ 5,13, impulsionado pelo aumento da aversão ao risco, pela alta do petróleo e pelo fortalecimento da moeda americana no exterior.

A valorização ocorreu apesar do possível efeito positivo do petróleo mais caro sobre as exportações brasileiras, já que prevaleceu a redução da exposição a mercados emergentes. O índice DXY voltou a superar os 101 pontos, enquanto os rendimentos dos Treasuries avançaram após o diretor do Federal Reserve Christopher Waller admitir que os juros podem subir caso o núcleo da inflação americana acelere acima do esperado.