O Ibovespa, principal índice da B3, fechou nesta quarta-feira (10/6) em queda de 0,70%, aos 168.619,26 pontos, pressionado pela aversão ao risco global diante dos temores inflacionários ligados à guerra no Irã. O movimento veio em linha com as bolsas de Nova York, onde o Dow Jones caiu 1,87%, o S&P 500 recuou 1,62% e o Nasdaq perdeu 1,98%.
O mercado reagiu à escalada das tensões no Oriente Médio, após os Estados Unidos atacarem o Irã e o presidente Donald Trump voltar a ameaçar novos bombardeios. Ao mesmo tempo, investidores adotaram postura mais defensiva à espera das próximas decisões de juros no Brasil e nos Estados Unidos.
No pregão, o índice oscilou entre 168.070,99 pontos na mínima e 169.812,46 pontos na máxima, encerrando mais perto do piso do dia, com volume financeiro de R$ 25,9 bilhões.
Entre as blue chips, a Petrobras ajudou a limitar perdas maiores, com alta de 1,50% nas ações ordinárias e de 1,17% nas preferenciais, acompanhando a valorização do petróleo no mercado internacional. O avanço da estatal, porém, não foi suficiente para sustentar o índice diante do ambiente de maior cautela.
Câmbio – No mercado de câmbio, o dólar caiu 0,09% fechando a R$ 5,17, após uma sessão volátil em que chegou a oscilar entre R$ 5,1596 e R$ 5,1976. A moeda perdeu força ao longo da tarde depois que dados de inflação nos Estados Unidos vieram abaixo das expectativas, reduzindo parte da pressão sobre os juros americanos.
Pela manhã, porém, a divisa subiu com a percepção de que o conflito entre Estados Unidos e Irã pode se prolongar. O recuo posterior refletiu a leitura mais favorável para a inflação americana, que ajudou o real a recuperar parte das perdas recentes, embora a moeda ainda acumule alta de 0,30% na semana e de 2,57% em junho.