Ibovespa começa semana em queda; dólar também cai

O Ibovespa, principal índice da B3, fechou nesta segunda-feira (18/5) em queda de 0,17%, aos 176.975,82 pontos, pressionado pela cautela em torno do conflito no Oriente Médio e pela saída de capital estrangeiro da bolsa brasileira em direção a ações de tecnologia no exterior. O desempenho veio em descompasso parcial com Nova York, onde o Dow Jones subiu 0,37%, enquanto o S&P 500 caiu 0,07% e o Nasdaq recuou 0,51%.

O mercado seguiu acompanhando os desdobramentos das negociações entre Estados Unidos e Irã, ainda marcadas por incertezas, ao mesmo tempo em que a disparada do petróleo reforçou o temor com os efeitos da guerra sobre a inflação global. No pregão, o Ibovespa oscilou entre 177.329,88 pontos na máxima e 175.811,33 pontos na mínima, com volume financeiro de R$ 24,1 bilhões. No cenário doméstico, também pesaram os dados de atividade de março e a nova alta das projeções de inflação e juros no Boletim Focus.

Entre as blue chips, a Petrobras ajudou a limitar perdas maiores do índice, com alta de 2,66% nas ações ordinárias e de 2,13% nas preferenciais, acompanhando a valorização do petróleo, com o WTI subindo 3,33%, a US$ 104,38, e o Brent avançando 2,6%, a US$ 112,10. Na outra ponta, a Vale caiu 2%, enquanto o Banco do Brasil recuou 1,35%, puxando para baixo o setor bancário.

No mercado de câmbio, o dólar caiu 1,37% nesta segunda-feira (18/5), a R$ 5, devolvendo parte da alta da semana passada em meio à redução da aversão ao risco no exterior e à expectativa de juros elevados por mais tempo no Brasil.

O real também foi favorecido pela queda do índice DXY, que recuava cerca de 0,30% no fim da tarde, e pela revisão para cima das estimativas do Focus para a Selic no fim de 2026, de 13% para 13,25%. A projeção para o IPCA também subiu, de 4,91% para 4,92%, reforçando a leitura de que o diferencial de juros ainda segue como apoio para a moeda brasileira.