Ibovespa cai com fiscal e petróleo; dólar sobe no dia a R$ 5,21

O Ibovespa, principal índice da B3, fechou nesta quarta-feira (1/7) em queda de 0,20%, aos 171.688,61 pontos, pressionado pela expectativa em torno do payroll dos Estados Unidos, pela avaliação do cenário fiscal brasileiro e pelo recuo do petróleo. O movimento veio em linha com as bolsas de Nova York, onde o Dow Jones caiu 0,01%, o S&P 500 recuou 0,21% e o Nasdaq perdeu 0,66%.

O primeiro pregão do segundo semestre foi marcado por ajustes de carteira e pela ausência de novos fatores internos capazes de sustentar os negócios. O índice chegou a tocar 169.665,53 pontos na mínima, com queda de 1,37% logo após a abertura, mas reduziu as perdas ao longo da sessão e atingiu 172.098,36 pontos na máxima, antes de voltar ao campo negativo no fechamento. O giro financeiro somou R$ 21,5 bilhões.

Os investidores passaram o dia à espera do payroll, previsto para quinta-feira (2/7), depois que o relatório ADP National Employment Report veio ligeiramente acima das projeções.

No cenário doméstico, o mercado também acompanhou a pesquisa Atlas/Bloomberg para a eleição presidencial, que mostrou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva com 48% das intenções de voto em um eventual segundo turno, ante 42,3% do senador Flávio Bolsonaro. Parte dos agentes avaliou que a perspectiva de continuidade da atual política econômica mantém preocupações com o equilíbrio fiscal e a trajetória da dívida.

Entre as blue chips, as ações ligadas ao petróleo pesaram sobre o índice. A Petrobras caiu 1,25% nas ordinárias e 0,89% nas preferenciais, acompanhando a baixa do Brent, que recuou 1,89%, a US$ 71,57 por barril, após novas sinalizações de Donald Trump sobre uma boa relação com o Irã. A Vale também caiu 0,32%, apesar da alta de 0,61% do minério de ferro. No setor bancário, Banco do Brasil liderou as perdas, com recuo de 1,73%.

Câmbio – No mercado de câmbio, o dólar subiu 0,92%, fechando o dia em R$ 5,21, no maior valor de fechamento desde 30/3.

A alta da moeda americana refletiu o anúncio de sanções dos Estados Unidos contra cidadãos e empresas brasileiras por supostas ligações com o PCC, além da repercussão da pesquisa Atlas/Bloomberg.

O real também foi pressionado pelo fortalecimento do dólar no exterior, com o índice DXY em alta de cerca de 0,20%, e pela expectativa em torno do payroll, depois de o relatório ADP mostrar criação de vagas no setor privado acima do esperado.