O Ibovespa, principal índice da B3, fechou nesta quarta-feira (17/6) em queda de 0,70%, aos 168.453,93 pontos, pressionado pela comunicação mais dura do Federal Reserve e pela migração de recursos para os Treasuries, os títulos do Tesouro americano. O movimento veio em linha com as bolsas de Nova York, onde o Dow Jones caiu 0,97%, o S&P 500 recuou 1,21% e o Nasdaq perdeu 1,35%.
A manutenção dos juros nos Estados Unidos entre 3,5% e 3,75% ao ano já era esperada, mas o mercado reagiu ao tom mais rígido adotado pelo novo presidente do Fed, Kevin Warsh, que reformulou o comunicado e retirou sinalizações sobre os próximos passos da política monetária. Com isso, aumentaram as apostas em uma possível alta de juros já em outubro. No Brasil, os investidores também aguardaram a decisão do Copom, que confirmou o corte de 0,25 ponto percentual na Selic.
No pregão, o Ibovespa oscilou entre 171.878,23 pontos na máxima intradiária e 168.915,71 pontos na mínima, com volume financeiro de R$ 29,1 bilhões.
Entre as blue chips, a principal pressão negativa veio da Vale, que caiu 2,04%, acompanhando a baixa de 2,61% do minério de ferro. A Petrobras teve desempenho misto, com recuo de 0,58% nas ações ordinárias e leve alta de 0,08% nas preferenciais, mesmo com a recuperação de quase 1% do petróleo. No setor bancário, o comportamento também foi desigual, com alta de 0,87% para Itaú PN, avanço de 0,05% para Banco do Brasil e queda de 0,62% para Bradesco PN.
Câmbio – No mercado de câmbio, o dólar subiu 0,41%, fechando o dia em R$ 5,11, impulsionado pelo fortalecimento global da moeda americana após a decisão do Fed e o tom mais duro adotado por Kevin Warsh.
A ausência de forward guidance e a ênfase na inflação reforçaram a leitura de que os juros americanos podem voltar a subir ainda neste ano. No exterior, o índice DXY acelerou os ganhos após a coletiva, ultrapassando os 100 pontos e chegando à faixa de 100,5 pontos.