O Ibovespa, principal índice da B3, fechou nesta segunda-feira (8/6) em queda de 0,21%, aos 168.668,72 pontos, no menor nível de fechamento desde 20/1, refletindo a combinação de expectativas mais elevadas para os juros no Brasil, redução da exposição de investidores estrangeiros e aumento das incertezas no cenário internacional. O movimento veio em descompasso parcial com Nova York, onde o Dow Jones caiu 0,16%, o S&P 500 subiu 0,30% e o Nasdaq avançou 0,86%.
O mercado acompanhou os desdobramentos do conflito no Oriente Médio, que mantiveram elevada a aversão ao risco, além da revisão para cima das projeções de inflação e juros no Boletim Focus. No pregão, o índice oscilou entre 169.645,78 pontos na máxima e 168.209,61 pontos na mínima, com volume financeiro de R$ 26,1 bilhões.
Entre as blue chips, a Petrobras ajudou a limitar perdas maiores, com alta de 0,72% nas ações ordinárias e de 0,81% nas preferenciais, acompanhando o avanço do petróleo. Já a Vale caiu 0,80%, em linha com o recuo de 0,78% do minério de ferro. No setor bancário, o movimento foi negativo, com Bradesco PN recuando 1,55% e Itaú PN caindo 0,80%.
Câmbio – No mercado de câmbio, o dólar subiu 0,45%, fechando a R$ 5,18, em movimento ligado à busca por proteção e à expectativa de juros elevados por mais tempo nos Estados Unidos. O mercado também reagiu aos novos relatos de ataques entre Irã e Israel e à percepção de que o conflito segue sem solução definitiva.
O avanço da moeda americana ocorreu mesmo com a alta do petróleo, que costuma favorecer o real por melhorar os termos de troca do Brasil. O Brent para agosto subiu 1,25%, a US$ 94,25 por barril. Ainda assim, pesaram no câmbio a alta moderada do DXY, perto de 99,2 pontos, os Treasuries mais fortes e a leitura de que o payroll dos EUA reforçou a chance de juros americanos elevados por mais tempo, enquanto o Focus mostrou inflação acima do teto da meta por 11 meses consecutivos no Brasil.