Ibovespa cai 1,42% e dólar sobe, fechando em R$ 5,49

O Ibovespa, principal índice da B3, fechou nesta terça-feira (3/11) em queda de 1,42%, aos 165.528,92 pontos, pressionado pelo recuo da Petrobras e pelas preocupações com a política fiscal do próximo mandato do presidente Lula. Em Nova York, o desempenho foi misto: o Dow Jones caiu 0,40%, enquanto o S&P 500 subiu 0,36% e o Nasdaq ganhou 0,83%.

Foi a sexta sessão consecutiva de queda do índice, que atingiu o menor nível desde janeiro. O mercado continuou revisando suas expectativas para a economia brasileira após o segundo turno e aumentou as apostas na manutenção da Selic na reunião do Comitê de Política Monetária que termina nesta quarta-feira (4/11).

Petrobras ON caiu 3,65% e Petrobras PN recuou 3,79%, acompanhando a baixa do petróleo. O Brent para janeiro perdeu 1,11%, fechando a US$ 103,60 por barril. A Vale caiu 2,85%, diante do recuo de 0,74% do minério de ferro.

Entre os bancos, Bradesco perdeu 2,02%, Banco do Brasil recuou 1,70%, BTG Pactual caiu 1,05% e Itaú cedeu 0,47%. O Santander foi a exceção, com alta de 2,26%.

A proposta do economista André Lara Resende, de reduzir gradualmente a Selic para cerca de 7,5% em 12 meses, ampliou o debate sobre a coordenação entre as políticas fiscal e monetária. O ministro da Fazenda, Dario Durigan, negou que o governo discuta uma limitação dos juros.

Câmbio – No mercado de câmbio, o dólar subiu 0,79%, fechando o dia em R$ 5,49, maior cotação desde 30 de dezembro de 2025. A moeda refletiu as incertezas sobre o ajuste fiscal, a repercussão das propostas de Lara Resende e a expectativa pela decisão do Copom.

Foi a terceira alta consecutiva do dólar, após a valorização de 9,04% registrada na semana anterior.

No exterior, o DXY, índice que mede o desempenho do dólar diante de uma cesta de seis moedas fortes, registrava leve alta em meio às eleições legislativas de meio de mandato nos Estados Unidos.